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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bolsas sobem e dólar afunda no rescaldo da Fed

As praças norte-americanas fecharam positivas num dia marcado pela decisão da Fed em manter os juros em mínimos históricos.

O índice industrial Dow Jones subiu 0,31%, enquanto o S&P 500 avançou 0,1%. Já o índice tecnológico Nasdaq terminou em sentido inverso, a recuar 0,09%.
Wall Street começou a sessão com ganhos ligeiros, que se mantiveram depois de conhecido o comunicado que resume a reunião de dois dias dos oficiais da Fed. Tal como esperado, a autoridade norte-americana não mexeu nos juros, actualmente no intervalo entre zero e 0,25%, reiterando ao mercado a intenção de manter as taxas nesse nível durante um longo período.
"A Fed não quer abandonar o barco nesta altura, preferindo assegurar que a economia está suficientemente sólida antes de qualquer tentativa de subir os juros e enfrentar pressões inflacionistas", sublinhava um gestor de fundos ao "Wall Street Journal".
A nível empresarial, destaque para os ganhos de 6,4% dos títulos da Merck, depois da farmacêutica ter antecipado uma subida dos lucros até 2013 em consequência da aquisição da Schering-Plough.
Em sentido contrário à cotação das acções, o dólar afundou nos mercados cambiais face ao euro. A moeda única europeia valorizava-se 1,07% para 1,4881 dólares, a maior subida em três meses.

 
Fonte: Economico

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Wall Street cai com investigações do Governo

A bolsa nova-iorquina segue em queda, depois de ter sido noticiado que a contabilidade do Grupo Apollo está a ser investigada pelas autoridades.
O índice industrial Dow Jones recua 0,24%, o índice tecnológico Nasdaq perdia 0,52% e o S&P 500 descia 0,27%

Em forte queda de 15,80% para 61,44 dólares está o Grupo Apollo, a maior empresa de educação dos EUA, depois de ter sido revelado que as autoridades estão a efectuar investigações à sua contabilidade.
Os fracos resultados hoje divulgados na Europa estão também a preocupar os investidores, uma vez que levantam dúvidas sobre a força da recuperação económica.

A fabricante de aço Nucor descia 0,61% para 40,77 dólares e a US Steel caía 0,80% para 37,10 dólares, depois dos resultados da ArcelorMittal terem mostrado que a procura de aço continua enfraquecida.
Nota ainda para a queda da petrolífera Exxon Mobil, que recuava 0,39% para 74,62 dólares, a acompanhar o recuo dos preços do petróleo, devido às expectativas de que os dados hoje divulgados mostrem um aumento das reservas dos Estados Unidos.
“Neste ciclo em particular, não é possível esperar uma recuperação rápida. Se olharemos para os sectores cíclicos, os resultados estão mais fracos. No geral, o cenário é ainda assim melhor do que o esperado”, disse à Bloomberg Scott Wren, analista sénior da Wells Fargo Advisors.


Fonte: Economico

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Euro em novo máximo com sinais de retoma

A moeda única está em alta face ao dólar e negocia em novos máximos de 14 meses, impulsionada pela subida das bolsas asiáticas e pelos sinais de recuperação da economia mundial.

Às 9h05 o euro negociava a valer 1,504 dólares, depois de já ter atingido os 1,506 dólares durante a madrugada, estando nos valores mais elevados desde Agosto do ano passado.

Os especialistas explicam que a moeda única está a beneficiar com o avanço das bolsas asiáticas e com os sinais de retoma na economia global, factores que estão a reduzir o apetite dos investidores pelo dólar, considerado um investimento de refúgio em época de crise.

Amanhã serão conhecidos os indicadores relativos à confiança dos consumidores franceses e norte-americanos, e os economistas contactados pela Bloomberg esperam que tenha aumentado em ambos os casos em Outubro.


Fonte: Economico

domingo, 25 de outubro de 2009

Mercado aplaude Windows 7, Microsoft dispara 5%



Os títulos da Microsof somaram fortes ganhos em Wall Street, uma reacção ao lançamento do novo Windows 7 e aos resultados trimestrais hoje apresentados.

Numa sessão em que os principais índices accionistas ficaram negativos, as acções da gigante de Software valorizaram-se em 5,38% para 28,02 dólares, o melhor desempenho em seis meses.

Esta ‘performance' surge um dia depois do lançamento do sistema operativo Windows 7, sendo sobretudo uma reacção dos investidores às contas trimestrais da Microsoft, que superaram as expectativas.

"Os números foram óptimos. A redução adicional dos custos operacionais em cerca de 400 milhões de dólares é um sinal de uma postura mais prudente da companhia no que toca a investimento", frisou um analista que acompanha a Microsoft à Bloomberg.

Antes da abertura da negociação em Nova Iorque, a Microsoft apresentou uma quebra de 18,3% nos lucros do terceiro trimestre para 3,57 mil milhões de dólares, números que ficaram, ainda assim, acima das projecções dos analistas.

A Microsoft destacou-se assim num dia negativo em Wall Street. O Dow Jones perdeu 1,08% e o tecnológico Nasdaq regrediu 0,50%. Já o S&P 500 deslizou 1,22%.


Fonte: Economico

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Euro mantém-se nos 1,50 dólares à espera de indicadores

A moeda única está em queda ligeira face à divisa norte-americana, mas ainda acima dos 1,50 dólares, com os investidores a aguardar pelos dados macroeconómicos que serão hoje divulgados.

Às 8h16, o euro era negociado nos mercados cambiais a 1,5014 dólares, contra 1,5032 dólares na quinta-feira e depois de ter variado entre os 1,4991 e os 1,5061 dólares durante a madrugada, sendo este último valor um máximo do ano.

Os especialistas notam que os mercados estão à espera dos números dos gestores de compras na zona euro e da confiança dos investidores alemães, os quais permitirão analisar a força da recuperação económica europeia.

A libra esterlina mantém-se inalterada, pouco antes de serem conhecidos os números do PIB do Reino Unido, que deverão mostrar que este país saiu da recessão no terceiro trimeste.

Fonte: Economico

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bolsa cai 1,3%, a pior sessão num mês

A praça nacional está em queda acentuada, a seguir as fortes perdas registadas nas bolsas europeias, com todos os títulos que compõem o PSI 20 a negociarem em terreno negativo.

O PSI 20 perdia 1,33% para 8.694,83 pontos, depois de já ter estado a recuar 1,49% durante a sessão, o pior desempenho desde o início de Setembro.

A bolsa nacional está a acompanhar os mercados europeus, que perdem quase 2%, depois do índice norte-americano Dow Jones ter encerrado ontem abaixo dos dez mil pontos, penalizado sobretudo pelos títulos do sector financeiro. A castigar a bolsa de Nova Iorque esteve o 'downgrade' do analista Dick Bove, que desceu a recomendação das acções do Wells Fargo para "vender".

"Os mercados estão a fazer uma correcção e estão a responder aos dados que estão a ser divulgados. Ontem, o Wells fargo e o Morgan Stanley apresentaram resultados que não foram bem recebidos pelo mercado. Os investidores europeus estão também à espera dos dados do desemprego nos EUA", explicou João de Deus, analista da DIF Broker, ao Económico.

Em Lisboa, o sector da banca acompanhava a tendência europeia, com o BCP a perder 2,09% para 1,03 euros, enquanto o BES recuava 1,35% para 5,17 euros e o BPI regredia 0,99% para 2,50 euros, no dia em que apresenta as contas do terceiro trimestre do ano.

O título que mais pressionava o índice de referência era o da Portugal Telecom, que perdia 1,09% para 8,00 euros, enquanto a Zon Multimédia recuava 1,47% para 4,63 euros.

Entre as energéticas, a EDP caía 0,84% para 3,08 euros, a EDP Renováveis dava um passo atrás de 0,86% para 6,94 euros e a Galp Energia perdia 1,64% para 12,30 euros, numa altura em que os preços do petróleo seguem em terreno negativo.

O volume total de negócios ascendia a 4,3 milhões de euros em Lisboa.

-Consulte aqui todas as cotações.
-Clique aqui para aceder à secção de Inside Transactions.


Fonte: Economico

Euro já vale 1,50 dólares e ameaça retoma na UE

A moeda única está em máximos de 14 meses e pode atrapalhar a recuperação económica.

A moeda única parece imparável e ultrapassou ontem a barreira dos 1,50 dólares pela primeira vez em 14 meses, reforçando as preocupações na Europa de que um euro tão forte pode comprometer o ritmo da retoma económica.
O mercado continua assim a não responder aos múltiplos apelos de líderes europeus, que querem um dólar forte e, acima de tudo, um dólar que não penalize as exportações europeias. Nos últimos dias, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, veio outra vez a público pedir um "dólar forte", ao mesmo tempo que Jean-Claude Juncker, líder do Ecofin, admitia que a subida continuada do euro "é um problema que nos preocupa".

A explicação é simples. É que a valorização do euro face ao dólar torna as exportações europeias mais caras e, por isso, menos competitivas, o que pode atrasar a tão desejada recuperação da economia.

Os números falam por si. Desde Março último, altura em que as bolsas deram os primeiros sinais de vida, o euro já valorizou quase 20% contra a divisa norte-americana e os especialistas em mercados cambiais não esperam uma inversão desta tendência no curto prazo. Andreas Rees, economista-chefe do banco italiano Unicredit, por exemplo, prevê que a moeda comunitária chegue novamente aos 1,55 dólares em 2010 e só depois regresse ao valor actual de 1,50 dólares.

A puxar pelo euro tem estado a recuperação das bolsas e da economia mundial, dois factores que estão a aumentar o apetite dos investidores por activos de maior risco, reduzindo a procura pelo dólar, considerado um investimento de refúgio e de protecção contra a inflação.
Apesar deste desempenho, a moeda única europeia continua longe do máximo histórico de 1,59 dólares atingido em Abril do ano passado, altura em que o mundo sentiu os primeiros sinais da convulsão financeira.

Mas não é só contra o euro que o dólar está a perder terreno. A libra esterlina também disparou ontem face à divisa dos EUA para 1,66 dólares, um máximo de cinco semanas.

Isto depois de Mervyn King, Governador do Banco de Inglaterra, ter sinalizado, num artigo de opinião num jornal escocês, uma possível subida do preço do dinheiro no Reino Unido. "Nalguma altura" as taxas de juro vão ter de subir, escreveu o responsável.

Fonte: Economico

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Wall Street cai com sinais económicos negativos

A bolsa nova-iorquina encontra-se em queda, depois de terem sido hoje divulgados indicadores macroeconómicos piores do que o esperado nos Estados Unidos.
Os índices Dow Jones e o S&P 500 deslizavam ambos 0,09%, enquanto o tecnológico Nasdaq recuava 0,02%.
Os especialistas explicam as quedas de hoje com os maus indicadores que foram hoje divulgados, como a subida inferior ao esperado do número de casas novas que começaram a ser construídas em Setembro, ao mesmo tempo que o número de licenças de construção de casas recuaram pela segunda vez em três meses, indicando uma continuação da fraqueza do sector imobiliário dos Estados Unidos.
Já o Índice de Preços no Produtor norte-americano registou no mês passado uma quebra de 0,6%, o que não era esperado pelos analistas, um sinal que uma inflação negativa poderá voltar a ser um problema no futuro.
Títulos ligados ao consumo são os mais penalizados
Estas notícias estão a penalizar os títulos que mais dependem do consumo, como é o caso das acções da Home Depot, que caem 1,48% para 27,22 dólares, e da Disney, que recuam 1,14% para 29,53 dólares.
Em forte alta e a impedir uma descida mais acentuada dos índices estão os títulos da maior parte das empresas que apresentaram resultados melhores do que os esperados pelo mercado entre os dias de ontem e hoje. A Caterpillar, por exemplo, dispara 5,12% para 57,9 dólares, a Apple ganha 5,86% para 11,12 dólares e a Texas Instruments cresce 1,40% para 23,85 dólares.
Os especialistas notam, contudo, que um dos pontos que preocupa o mercado é o de que praticamente todos os lucros das empresas resultam do corte de despesas, quer por despedimentos, quer por redução dos inventários, o que não indica uma retoma sustentável.

Fonte: Economico

Lisboa não acompanha ganhos europeus

A bolsa nacional mantém-se em terreno negativo, penalizada pelas acções da EDP Renováveis e do BES, que impedem o PSI 20 de acompanhar as subidas das bolsas europeias.
Numa altura em que as principais praças europeias retomaram a tendência positiva da abertura, o principal índice português cedia 0,08% para 8.875,18 pontos, pressionado sobretudo pelos títulos da EDP Renováveis e do BES.
A subsidiária da EDP para as energias renováveis recuava 1,85% para 6,95 euros, enquanto a eléctrica nacional seguia com uma subida ligeira de 0,03% para 3,10 euros, depois de ter anunciado em comunicado que vendeu hoje em bolsa a totalidade das acções da Sonaecom que detinha, conseguindo um encaixe de 53,4 milhões de euros.
Com este negócio, a EDP deixou de ter qualquer participação na operadora liderada por Ângelo Paupério, cujos títulos seguiam inalterados nos 2,04 euros.
O BES era outro dos títulos que mais pressionava o PSI 20, com um recuo de 0,68% para 5,25 euros, num dia em que passou a ser a quarta maior cotada do índice nacional, ao superar o valor de mercado da EDP Renováveis, algo que já não acontecia desde Novembro do ano passado.
Do lado dos ganhos, nota para a subida de 2,48% da Teixeira Duarte, depois de ter disparado mais de 8% na sessão de ontem, a beneficiar da descoberta de petróleo da sua participada Alvorada no Brasil.
Também a Portugal Telecom seguia em alta, a subir 0,78% para 8,15 euros, depois de ter sido hoje alvo de dois 'upgrades'. A Goldman Sachs subiu o 'preço-alvo' da operadora nacional para 10,3 euros dos anteriores 9 euros, enquanto o Credit Suisse melhorou o 'target' da PT de 8 para 9 euros.

Fonte: Economico

Euro está a um pequeno passo dos 1,50 dólares

A moeda única negocia em máximos de Agosto do ano passado, a beneficiar das expectativas de bons resultados trimestrais e da recuperação dos mercados e da economia global.
Às 9h44, o euro era negociado nos mercados cambiais a valer 1,4978 dólares, depois de já ter tocado nos 1,4994 dólares durante a sessão.
A dar força à moeda europeia estão as expectativas dos investidores de que os resultados trimestrais das empresas vão superar as previsões que circulam no mercado e a recuperação dos mercados e da economia global. São factores que estão a aumentar o apetite dos investidores pelo risco, reduzindo a procura pelo dólar, considerado um investimento de refúgio e protecção contra a inflação.
Desde Março, o euro já valorizou quase 20% face à moeda norte-americana.
Com a moeda única a ameaçar tocar nos 1,5 dólares nas últimas horas, os responsáveis europeus da Finanças (Ecofin) já manifestaram preocupações sobre a valorização do euro face à divisa dos EUA.

Subida do euro preocupa ministros das Finanças
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou que os dirigentes europeus olham "com preocupação" para o avanço do euro e o seu impacto nas exportações da zona euro.
"Olhamos com preocupação para os desenvolvimentos da taxa de câmbio e o respectivo impacto sobre a nossa capacidade para exportar", disse Teixeira dos Santos numa entrevista ao canal de televisão da agência Bloomberg, à margem do encontro dos ministros das Finanças, que decorreu no início deste mês em Gotemburgo, na Suécia.
Também o presidente Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, reconheceu que uma "volatilidade excessiva" das taxas de câmbio terá consequências negativas para a estabilidade económica.
"Há a forte convicção de que há um interesse comum num sistema financeiro estável e forte e de que uma volatilidade excessiva e movimentos desordenados nas taxas de câmbio têm implicações adversas para a estabilidade económica e financeira", disse ontem à noite Jean-Claude Trichet, ao aparecer inesperadamente numa conferência de imprensa dos ministros das Finanças europeus.

Fonte: Economico

Galp e PT comunicam força ao PSI 20

A praça nacional segue em máximos de um ano, destacando-se as subidas em quase 1% dos títulos da petrolífera e da operadora nacionais.
O PSI 20 avançava 0,14% para 8.894,84 pontos, em linha com os mercados europeus, que se encontram em alta após as norte-americanas Texas Instruments e Apple terem apresentado resultados que superaram as estimativas.
Em Lisboa, as atenções voltam-se para a Portugal Telecom, que sobe 0,73% para os 8,14 euros, depois de hoje o banco norte-americano Goldman Sachs ter revisto em alta de 9 para 10,3 euros o seu preço-alvo para os títulos da operadora liderada por Zeinal Bava.
Nota também para a Galp Energia, que avança 0,64% para 12,63 euros, a beneficiar da escalada continuada dos preços do petróleo, bem como das perspectivas de um alargamento da parceria da empresa com a brasileira Petrobras.
Ainda no sector energético, a EDP avançava 0,03% para 3,10 euros e a EDP Renováveis progride 0,42% para 7,12 euros, depois de ter sido revelado que a empresa liderada por Ana Maria Fernandes conseguiu obter metade dos parques eólicos que queria nas Astúrias, ao mesmo tempo que se candidata à exploração de mais unidades similares na Cantábria.
Dos títulos que atingiram hoje novos máximos anteriores à crise, nota para os ganhos da Teixeira Duarte em 1,07% para 1,22 euros, ainda a beneficiar das notícias de que uma sua participada brasileira descobriu petróleo, ao passo que a Sonae Indústria disparava 1,25% para 2,84 euros.
Na banca, o cenário é misto, com o BPI a subir 0,51% para 2,55 euros, dois dias antes da instituição liderada por Fernando Ulrich divulgar os seus resultados trimestrais, enquanto o BCP avançava 0,09% para 1,06 euros. Já o BES perdia 0,17% para 5,28 euros.
Das acções que seguiam negativas, nota para a Jerónimo Martins, que perdia 1,59% para 5,99 euros.
Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, 13 subiam de cotação e cinco desciam, enquanto a Brisa e a Semapa permaneciam inalteradas.
O título mais negociado era o da Teixeira Duarte, com 499 mil acções transaccionadas, seguida pelo BCP e Portugal Telecom, com 321 e 283 mil papéis movimentados, respectivamente. O volume total de negócios ascendia aos 6,28 milhões de euros.

Fonte: Economico

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Lisboa avança com 18 títulos em alta

A bolsa nacional segue em alta ligeira, a acompanhar os ganhos que se fazem sentir nas bolsas europeias, com apenas dois dos vinte títulos do PSI 20 em terreno negativo.
O dia está a ser positivo para as principais praças europeias, que premeiam os investidores com ganhos de mais de 1%, numa altura em que o mercado está optimista em relação às contas trimestrais das empresas.
O Nomura espera que os lucros das empresas norte-americanas fique acima das estimativas dos analistas para o terceiro trimestre do ano, o que vai impulsionar os preços das acções. Também a animar os investidores está o facto do JP Morgam ter melhorado hoje a sua avaliação dos títulos russos e das energéticas dos mercados emergentes.
"Os mercados ainda têm margem de manobra para subir", afirmou um especialista à Bloomberg.
Ganhos modestos em Lisboa, Galp é quem mais impulsiona
Em Lisboa, o PSI 20 crescia 0,42% para 8.852,99 pontos, a registar uma subida mais modesta do que as restantes bolsas europeias.
A Galp continuava a ser o título que mais força dava ao índice nacional, com um avanço de 1,67% para 12,46 euros, depois de já ter estado a avançar mais de 2% durante a sessão para máximos de 13 meses, estando a negociar sem direito ao primeiro dividendo do exercício de 2009.
O Diário Económico revela hoje que a brasileira Petrobras quer estender a África a parceria que tem que a petrolífera portuguesa.
Ainda no sector energético, a EDP Renováveis progredia 0,15% para 7,14 euros, depois de o banco japonês Nomura ter começado a acompanhar o título com um preço-alvo de oito euros e uma recomendação de "reduzir".
Nomura vê EDP nos 3,45 euros
Já a EDP cedia 0,45% para 3,11 euros, depois de ter anunciado que a sua distribuição de electricidade em Portugal e Espanha recuou 2,6% nos nove primeiros meses do ano. O Nomura também começou hoje a acompanhar os títulos da eléctrica nacional com uma recomendação de 'reduzir' e um 'target' de 3,45 euros.
Nota ainda para os ganhos do BCP e da Portugal Telecom, dois dos títulos com mais peso no PSI 20. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira avançava 0,47% para 1,06 euros, enquanto a operadora nacional somava 0,25% para 8,03 euros, no dia em que o Diário Económico revela hoje que a Caixa Geral de Depósitos não se opôs ao investimento da PT em fundos da Ongoing, ‘holding' que comprou 30% da Media Capital, dona da TVI.
Já o BPI crescia 0,8% para 2,53 euros, após o BCP ter revisto em alta o seu preço-alvo para o papel, de 2,30 para 2,60 euros, tendo também melhorado a recomendação para "Manter".
Dos vinte títulos que compõem o PSI 20 só a EDP e a Cimpor seguiam no vermelho.

Fonte: Economico

Resultados da banca americana dominam a bolsa

Reportar lucros ou bater as previsões dos analistas já não é suficiente para cair nas boas graças dos investidores. Com os mercados em máximos do ano, há que pasmá-los.
As principais praças mundiais voltaram a bater máximos do ano esta semana, depois de a JP Morgan surpreender os investidores com um lucro por acção 60% acima do estimado. Nesse dia, o Dow Jones passava a barreira psicológica dos 10.000 pontos pela primeira vez este ano. Ainda assim, as bolsas terminaram a semana com ganhos modestos, num movimento de lateralização para o qual os analistas já haviam dado o alerta. O sobe e desde diário das bolsas ditou ganhos semanais de 0,39% para o Euro STOXX 50, o DAX avançou 0,55% enquanto o S&P 500 somou 1,54%.
A ‘earnings season' não poderia ter tido melhor começo. A JP Morgan apresentou lucros de 3,6 mil milhões de dólares, quase oito vezes superior ao registado no período homólogo. No dia anterior tinha sido a vez da Intel, o maior fabricante de ‘chips' do mundo, aumentar as previsões de vendas para o final do ano em quase mil milhões de dólares. Citigroup, Goldman sachs e Nokia foram os senhores que se seguiram e não conseguiram agradar os investidores.


Fonte: Economico

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dólar em colapso iminente

A queda do dólar não vai parar uma vez que a economia norte-americana vai continuar a afundar-se até 2011, alertam os analistas do Sumitomo Mitsui.
“A economia dos EUA vai continuar a deteriorar-se até 2011, devido à continuação dos efeitos dos excessos de consumo e da bolha financeira. A queda do dólar não vai parar até se verificar uma mudança do sistema cambial global”, avisam os analistas do segundo maior banco japonês em nota de análise, citada pela Bloomberg.
Notando que o dólar caiu para os mínimos de quase um ano face ao iene na semana passada, o Sumitomo avisa que este poderá cair para os 50 ienes num futuro próximo, contra os actuais 89,53 ienes.
“Já não conseguimos pagar a grande onda de fraqueza do dólar”, avisa o Sumitomo, notando que, se a divisa dos EUA descer abaixo dos mínimos recorde, “não irá haver um limite para a sua queda, e mesmo intervenções coordenadas por parte dos bancos centrais não vão funcionar”.
Actualmente, o dólar está também a cair face ao euro, valendo a moeda única 1,4935 dólares, depois de ter atingido durante a madrugada o valor mais elevado dos últimos 14 meses nos 1,4967 dólares.
Este ano, tanto a Rússia como a China, a Índia e o Brasil efectuaram apelos para que seja encontrada uma alternativa ao dólar como a divisa de reserva do mundo.

Fonte: Economico

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bolsas europeias aplaudem previsões da Intel

As principais praças europeias protagonizam ganhos depois da gigante norte-americana Intel ter feito chegar ao mercado previsões de vendas que superam os números dos analistas.
O índice europeu Dow Jones Stoxx 600 subia 1,9% para 246,44 pontos. Com esta subida o índice acumula ganhos de 56% desde Março, mês que marcou o início da subida continuada das bolsas.
A puxar pelas acções das praças europeias estão as previsões de vendas avançadas ontem pela Intel, após o fecho de Wall Street. A maior fabricante de ‘chips' do mundo prevê atingir vendas de 9,7 mil milhões a 10,5 mil milhões de dólares no quarto trimestre do ano. O optimismo dos investidores deve-se ao facto dos números revelados pela empresa norte-americana superarem as estimativas dos analistas sondados pela Bloomberg, que apontam para vendas de 9,5 mil milhões de dólares.
A subida dos mercados accionistas reflecte ainda os resultados trimestrais acima do esperado divulgados recentemente pela Alcoa e pela Philips.
Neste cenário, os títulos das empresas de semi-condutores protagonizavam as maiores subidas. A STMicroelectronics e a Infineon (dona da Qimonda), por exemplo, disparavam mais de 4%.
Nota ainda para as acções da britânica Rio Tinto, que escalavam 5,23%, liderando os ganhos na bolsa de Londres.
O espanhol Ibex-35 e o alemão Dax Xetra seguiam com valorizações superiores a 2%, enquanto o britânico FTSE e o francês CAC-40 subiam 1,93 e 199%, respectivamente.
Os futuros dos índices norte-americanos também acompanhavam os ganhos na Europa, com subidas acima de 1%.

Fonte: Economico

Renegociar empréstimos na banca é mais fácil a partir de sexta

As novas regras destinadas a facilitar a concessão e renegociação dos empréstimos bancários entram em vigor já no próximo dia 16.
O Governo resolveu estender as regras do crédito à habitação aos outros empréstimos a ele associados, definiu condições para a subida dos ‘spreads’ [margem de lucro dos bancos] e criou a Taxa Anual Efectiva Revista (TAER) para facilitar a comparação das vantagens oferecidas na hora de escolher um crédito.
Assim, o Governo limitou as comissões por amortização do capital em dívida: 0,5% para os empréstimos à taxa variável [euribor] e 2% para os de taxa fixa.
Quanto à nova TAER, o objectivo final é que os consumidores passem a conseguir comparar efectivamente as várias condições que recebem para um mesmo empréstimo. A legislação actual diz que quando um cliente quer contrair um empréstimo, os bancos não podem fazer depender a concessão do empréstimo à contratação de outros produtos ou serviços fornecidos.
Tendo ainda em conta o facto dos bancos terem estado a subir os ‘spreads’ com a justificação de que os consumidores estão em incumprimento com as condições de contratação acordadas que levaram à redução dos juros, o Governo entendeu regulamentar agora a prescrição daquelas condições um ano após a sua não verificação.

Fonte: Economico

Aumento da tributação na bolsa desagrada a empresários

A proposta de aumento da tributação das mais-valias bolsistas, incluída no estudo sobre a fiscalidade encomendado pelo Governo, levanta dúvidas aos empresários. Miguel Pais do Amaral receia “a redução do investimento”.
A proposta de agravamento da tributação das mais-valias na bolsa volta a estar em cima da mesa, nove anos depois de não ter resistido à forte contestação de que foi alvo. Mas a sugestão promete gerar as mesmas reservas junto dos empresários.
O grupo de trabalho que elaborou o estudo de reforma da política fiscal recomenda tributar estes rendimentos, "pelo menos numa primeira fase, a 20%[...] sem prejuízo de se preconizar uma redução posterior desta taxa, por exemplo para 15%, que reflicta o alargamento da base tributável". Ou ainda "uma taxa situada entre 15% e 20%".
No entanto, o relatório recomenda que seja feito um "estudo sério relativo ao modo como se processa a tributação deste tipo de rendimentos nos demais países". Uma sugestão que tem em conta as fortes contestações que existiram em 2000 quando a medida foi proposta inicialmente, pelo Executivo minoritário de António Guterres. Este cuidado visa "uma solução" que não afecte "decisivamente o desenvolvimento dos mercados financeiros nacionais" e que seja "minimamente justa em termos de tributação", refere o relatório. Por isso, os especialistas sugerem que a tributação seja feita sempre e não apenas durante os primeiros 12 meses de posse das acções.

Fonte: Economico

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mota-Engil sobe 4% após autárquicas

As acções da Mota-Engil são das que mais sobem na bolsa nacional, no dia seguinte ao do PS ter reclamado vitória nas eleições autárquicas, embora seja o PSD o partido com o maior número de câmaras.

Os títulos da Mota-Engil estão em alta de 3,38% para os 4,46 euros, tendo chegarado a disparar 3,89% durante a sessão para 4,49 euros, ligeiramente abaixo dos máximos de Junho de 2008 atingidos na sexta-feira.

Com o desempenho de hoje a Mota-Engil acumula seis sessões consecutivas de ganhos, que resultaram em ganhos de 19,8% desde o passado dia 2, o melhor desempenho desde Abril.

Isto significa que a Mota-Engil vale agora 914 milhões de euros, mais 145 milhões do que valia no início do mês.

Durante a semana passada, os analistas apontaram vários factores para a subida da Mota-Engil. Em primeiro lugar a vitória do PS nas eleições legislativas, o que significa que grandes obras públicas nacionais, como o aeroporto de Alcochete e o TGV, vão avançar em breve.

Também a escolha do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos de 2016 e o aparecimento de notícias relacionadas com vários projectos de infra-estruturas em Angola são, segundo os especialistas, os grandes catalisadores para as acções da Mota-Engil, que passou a integrar, esta semana, a lista de "preferidas" do ESN - rede de bancos de investimento da Europa da qual faz parte o Caixa BI.


Fonte: Economico

PSI 20 atinge máximo de 15 meses com 19 títulos em alta

A praça nacional encontra-se nos valores mais elevados desde Junho de 2008, beneficiando do optimismo dos investidores em relação aos resultados trimestrais que irão ser apresentados.
O PSI 20 subia 0,49% para 8.792,67 pontos, em linha com os mercados europeus, que estão em alta depois da holandesa Philips ter apresentado um lucro inesperado.
"Com a época de apresentação de resultados a começar na Europa e nos EUA, os mercados têm margem para ganhar", disse Ben Potter, analista da IG Markets, em nota de análise citada pela Bloomberg.
Em Lisboa, a Mota-Engil é novamente o título que mais ganha, ao avançar 2.73% para 4,44 euros, enquanto a Semapa progredia 1,13% para 8,49 euros.
As acções da banca estão também em foco, com o BCP a progredir 0,49% para 1,02 euros, enquanto o BES progredia 0,46% para 5,24 euros. O BPI seguia estável nos 2,44 euros.
O título que mais impulsionava o PSI 20 era o da Portugal Telecom, que subia 0,86% para 7,77 euros. Já a Galp Energia subia 0,58% para 12,14 euros, a beneficiar da subida continuada dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Ainda no sector energético, a EDP valorizava-se em 0,31% para 3,21 euros e a EDP Renováveis dava um passo em frente de 0,08% para 7,50 euros.
No grupo Sonae, a Sonae SGPS ganhava 0,31% para 0,96 euros, a Sonae Indústria disparava 1,90% para 2,72 euros e a Sonaecom registava uma subida de 0,05% para 2,03 euros.
Fora do PSI 20, a Espírito Santo Financial Group (ESFG) crescia 1,37% para um novo máximo do ano nos 14,80 euros.
Dos vinte títulos que compõem o PSI 20, 19 subiam de cotação e o BPI seguia inalterado.
O título mais negociado era o da Sonae, com 232 mil acções transaccionadas, seguida pela Sonae Indústria e BCP, com 151 e 97 mil papéis movimentados, respectivamente. O volume total de negócios atingia os 2,61 milhões de euros.

Fonte: Economico

sábado, 10 de outubro de 2009

Portugal volta a Wall Street um ano após falência da Lehman

Um ano depois de Cavaco Silva ter participado na cerimónia do ‘opening Bell' na bolsa de Nova Iorque, Portugal voltou esta semana a subir ao 'podium bell' da maior bolsa do mundo para tocar o sino de fecho.
Há um ano Cavaco Silva participava na cerimónia do ‘opening Bell' na New York Stock Exchange. Na altura, a presença da comitiva portuguesa passou quase despercebida já que os ‘traders' estavam a viver um autêntico pesadelo, escassos dias depois da falência da Lehman Brothers.
Esta semana, Portugal voltou a subir ao ‘podium bell' da maior bolsa o mundo para tocar o sino de fecho, que marca o fim da negociação. Doze meses volvidos desde o último ‘Portuguese Day' muita coisa mudou em Wall Street e a subida das bolsas este ano (10% a 30%) tornou o ambiente bastante mais desanuviado.
O que não mudou foram as restritivas medidas de segurança para se poder ter acesso ao ‘trading floor'. A ‘Broad Street' continua barrada ao trânsito e para se conseguir entrar na bolsa, mesmo sendo convidado, é preciso passar por uma apertada malha de segurança: telemóveis, I-Pods, ‘Black Berry' e objectos pessoais são passados a raio-x e os visitantes têm de ser cadastrados, fotografados e escoltados por agentes da NYPD.
Aqueles que não cumpram o ‘dress code' também ficam à porta. Lá dentro já se nota o sinal dos tempos: vários cartazes a mostrar aos ‘traders' os procedimentos para evitar o contágio do vírus N1H1 e em todas as esquinas encontramos o famoso gel desinfectante.
Chegados ao ‘pit', tudo como dantes. Milhares de monitores coloridos capazes de fazer inveja ao maior dos casinos do mundo. Mas ao contrário do que acontecia há um ano, em que os ‘dealers' se acotovelavam para ver quem era o primeiro a vender para estancar as perdas, esta semana as cores verdes nos monitores eram o sinal evidente de que o pior ficou para trás.
A comitiva portuguesa é recebida com muitos sorrisos e os ‘brokers', à conversa com os jornalistas, mostram-se optimistas. É o caso de Alan Valdes da Kabrik Trading que afirma que "o mercado [Dow Jones] vai chegar aos 10 mil pontos. Está nos 9.700 e penso que vai ganhar mais uns 300 pontos. Provavelmente vamos ver ainda algumas correcções, mas no geral irá subir dada a elevada liquidez que está fora dos mercados". Michael J. Sollitto, ‘market maker' do Bank of America, é mais cauteloso: "o mercado está a evoluir com euforia, em forma de V, mas o grande receio dos ‘traders' é que a economia faça o ‘double dip' por causa do desemprego".
Às 16h00 locais, José Maria Ricciardi do BESI toca o sino que indica o fim da negociação. Seguem-se as palmas e os sorrisos dos ‘traders' que vão para casa um pouco mais ricos já que o Dow Jones voltou a subir mais 0,63%.

Fonte: Economico