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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mortes causadas por gripe A duplicam a cada duas semanas

O Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças revelou hoje que o número de mortes causadas pelo vírus H1N1 tem duplicado na Europa desde meados de Outubro.

No total, já morreram 670 pessoas infectadas com a nova estirpe do vírus H1N1 na Europa, desde Abril, refere o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças, em comunicado, acrescentando que só na última semana foram registadas 169 mortes causadas pela gripe A.

A infecção causada por este vírus, que normalmente se manifesta com febres altas e dores musculares, já levou à hospitalização de mais de 4.400 pessoas na Europa, sendo que no Reino Unido há 180 pacientes que se encontram nos cuidados intensivos.

Dos 27 estados-membros da União Europeia, 12 países, incluindo Portugal, revelam uma "alta intensidade" da doença, enquanto outros 14 membros apresentam uma "intensidade média" e apenas um tem "baixa intensidade".

No total, e segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus H1N1 já matou mais de 6.770 pessoas em todo mundo e existem actualmente mais de 503,5 mil infectados com gripe A.


Fonte: Economico

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Gripe A: Campanha de Vacinação




Fonte: Prova Final

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Número de focos de gripe A em escolas sobe de 7 para 149 numa semana

O número de focos de Gripe A detectados em escolas disparou nos últimos dias. Entre a última quinta-feira e ontem contabilizam-se 149 focos, contra apenas 7 na semana anterior.

"Uma vez que este número tem vindo a sofrer um aumento significativo nos últimos dias, o Ministério da Saúde considera relevante a sua divulgação: 149 clusters [focos] de Gripe A em escolas de todo o país, entre os dias 22 e 28 de Outubro", lê-se na nota semanal do gabinete da ministra Ana Jorge.

Nos últimos dois dias há também o registo de maior afluência de pessoas com sintomas aos centros de atendimento da gripe A.

Segundo a mesma fonte, entre 19 e 25 de Outubro foram observados nos serviços de saúde 4732 doentes com sintomas de gripe, independentemente dos vírus em causa.

A gripe A fez mais uma vítima mortal em Portugal. Trata-se de uma criança de 10 anos, que morreu ontem à tarde no Hospital D. Estefânia, em Lisboa. Fonte oficial do ministério da Saúde confirmou ao Diário Económico tratar-se de uma morte na sequência do vírus H1N1, embora a causa da morte não seja ainda conhecida. Esta foi a quarta vítima mortal no país.


Fonte: Economico

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Gripe A: homem morreu 12 horas depois de ser vacinado


A agência sueca do medicamento está a investigar a morte de um homem doze horas depois de ter sido vacinado contra a gripe A, apesar de até agora não ter sido estabelecida uma relação causa-efeito, diz a Lusa.

Gripe A já matou cinco mil pessoas

Num primeiro relatório publicado no seu site na Internet sobre as reacções adversas da vacina Pandemrix (GSK) registadas na Suécia, a agência do medicamento refere cerca de 100 casos, dos quais seis avaliados como graves, um dos quais resultou numa morte. O homem padecia de aterosclerose grave, o que lhe provocava sérios problemas no funcionamento dos órgãos.A vítima sofreu uma dor de peito antes de morrer.


A autópsia revelou que o homem tinha aterosclerose generalizada, incluindo nas artérias coronárias e sinais de vários enfartes do miocárdio sofridos anteriormente.

O caso está a ser investigado, mas de acordo com as informações recolhidas até agora pela agência sueca não há uma associação entre a vacinação e a causa de morte.
Esta entidade conclui que, em geral, os idosos e os doentes com factores de risco têm um risco acrescido de desenvolver complicações da sua doença, o que pode ser ocasionalmente associado à vacinação, sem que haja uma relação de causalidade provada.

DGS critica receio dos enfermeiros em serem vacinados
Os restantes cinco casos relatados, em que a ligação com a vacina é considerada possível ou provável, prendem-se com sintomas como tonturas e comichões, pressão no peito, dificuldades respiratórias e inchaço na face ou nos pés. Todos estes doentes tiveram tratamento no hospital com cortisona e ou adrenalina e anti-histamínicos.
Na Suécia foram distribuídas mais de 500 mil doses, mas ainda não foram contabilizadas as que foram administradas desde que começou a campanha de vacinação, a 16 de Outubro.
Os primeiros grupos a serem vacinados são os profissionais de saúde, idosos (que não estão incluídos nos grupos prioritários de vacinação em Portugal), doentes crónicos e mulheres grávidas.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da autoridade nacional do medicamento portuguesa, Carlos Pires, informou que até ao momento o Infarmed não recebeu qualquer notificação deste caso.
Por seu turno, a directora de comunicação da Glaxo SmithKline, que produz a vacina Pandemrix, confirmou à Lusa este caso, sublinhando que o laboratório, em colaboração com as autoridades de saúde suecas, está a «monotorizar toda a evolução da vacinação».
A vacina Pandermix vai começar a ser administrada em Portugal na segunda-feira, sendo os grupos prioritários os profissionais de saúde, profissionais que desempenham funções essenciais ao normal funcionamento da sociedade e grávidas do segundo e terceiro trimestres de gestação com patologias associadas.


Por ca os enfermeiros da Linha de Saúde 24 recusam a vacina


A maioria dos enfermeiros que trabalha na Linha de Saúde 24, em Lisboa, recusa ser vacinada contra a Gripe A, por considerar que a vacina não foi suficientemente testada, apesar de as autoridades garantirem a sua qualidade, noticia a «TSF».

O pessoal de saúde integra o grupo prioritário para receber a vacina, mas a maior parte destes mais de 200 enfermeiros não quer.
A Direcção-geral de Saúde refere que a vacina contra o H1N1 é eficaz e segura.
Os grupos prioritários começam a receber a vacina, a partir da próxima segunda-feira.

domingo, 25 de outubro de 2009

Reacções à vacina serão detectadas após “utilização em larga escala”

Os efeitos secundários da vacina da gripe A, administrada a partir de amanhã em Portugal, apenas serão detectados após “utilização em larga escala”, segundo o Infarmed.

A vacina contra a gripe A começa a ser administrada a partir de segunda-feira em Portugal. Trata-se da Pandemrix, do laboratório GlaxoSmithKline, uma das três que, por decisão da Comissão Europeia, têm Autorização de Introdução no Mercado na União Europeia (UE).

O Infarmed adverte que, neste caso, como em todos os medicamentos, "podem ocorrer reacções adversas raras que apenas poderão ser detectadas a partir do momento em que as vacinas passam a ser utilizadas em larga escala".

Por esta razão, foi pedido aos fabricantes das vacinas a implementação de planos para investigar activamente e monitorizar a sua segurança logo que sejam utilizadas em toda a UE, para que, precocemente, possam ser tomadas medidas caso surja algum problema de segurança.

Como foram criadas as vacinas da gripe A

De acordo com o Infarmed, estas vacinas foram "preparadas previamente a esta pandemia, utilizando uma estirpe de vírus influenza diferente, antes de ser conhecida a estirpe responsável".

"Foi utilizada uma estirpe de vírus influenza H5N1, que também pode causar pandemia e à qual ninguém teria ainda sido exposto", explica a autoridade que regula o sector do medicamento.

Após o início da actual pandemia, e uma vez identificada a nova estirpe de vírus A (H1N1) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), "foi possível aos fabricantes converterem as versões iniciais das vacinas em vacinas pandémicas finais, através da substituição da estirpe H5N1 pela estirpe H1N1".

"Décadas de experiência com as vacinas da gripe sazonal indicam que a inserção de uma nova estirpe na vacina não altera significativamente a segurança ou o nível de protecção conferido", garante o Infarmed.

O instituto prossegue que "a autorização destas duas vacinas foi baseada em informação sobre a qualidade.

Gripe sazonal: 39 reacções em três anos

Os dados do Infarmed, citados pela "Lusa", revelam que foram registadas 39 reacções adversas às vacinas contra a gripe sazonal nos últimos três anos.

Estas reacções adversas, notificadas pelo Sistema de Farmacovigilância, foram, na generalidade, as "esperadas" e encontram-se descritas no resumo de características e no folheto informativo dos medicamentos.

Em Portugal, são comercializadas na época 2009/2010 sete vacinas contra a gripe sazonal: Chiroflu, Fluad, Fluarix, Inflexal V, Influvac, Istivac e Istivac Infantil.

Fonte: Economico

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tudo o que precisa de saber antes de tomar a vacina da gripe A

O ministério da Saúde divulgou na semana passada a lista dos grupos prioritários para a vacina da gripe A.
A vacina contra o vírus da gripe A (H1N1) estará disponível em Portugal a 26 de Outubro, apenas para os grupos classificados como prioritários.
1. Como posso saber se sou um grupo prioritário para receber a vacina?
A lista dos grupos prioritários - dividida em 3 grupos - está disponível no microsite da gripe em www.dgs.pt. Pode ainda informar-se através da Linha de Saúde 24 através do número 808 24 24 24.
2. Qual é o primeiro passo para receber a vacina?
Se está inserido dentro de um grupo prioritário deve dirigir-se ao seu médico de família ou especialista do sector privado e pedir que este passe uma declaração médica que deverá entregar no centro de saúde da sua área de residência na altura de tomar a vacina.
3. Todas as pessoas precisam de uma declaração do médico?
Não. Para agilizar o processo todas as pessoas que consigam provar que são um grupo prioritário ficam dispensadas da declaração médica. Por exemplo, as grávidas que tenham o boletim da grávida ou os doentes portadores do guia dos diabéticos.
4. Onde são administradas as vacinas?
As vacinas são dadas exclusivamente nos centros de saúde e hospitais.
5. A vacina tem riscos?
Os efeitos secundários são ligeiros. A vacina pode provocar reacções locais, ainda assim depende de cada pessoa.
6. Quantas doses tenho de tomar?
A vacina é dada em duas doses, sendo que a segunda dose deve ser tomada no mínimo três semanas após a primeira.
7. Se eu tomar a vacina é certo que não venho a contrair gripe A?
Nenhuma vacina garante 100% de imunidade. Pode também dar-se o caso de uma pessoa tomar a vacina quando já está numa fase de incubação do vírus e nesse caso acabará sempre por adoecer.
8. A vacina é contra-indicada para algumas pessoas?
As pessoas alérgicas aos ovos e a alguns antibióticos não devem tomar a vacina. Contudo, deve esclarecer estas questões com o médico ou enfermeiro antes de tomar a vacina.
9. As pessoas que sofrem de obesidade são um grupo prioritário. Como posso calcular o meu índice de massa corporal?
O Índice de Massa Corporal (IMC) é um padrão de medida internacional que identifica o grau de obesidade de uma pessoa e é calculado através do peso e da altura: altura sobre peso ao quadrado.
Crianças com menos de 10 anos e IMC superior a 25; jovens entre os 10 e os 18 anos com IMC superior a 35 e os adultos cujo IMC seja superior a 40 encontram-se no grupo A. Os adultos com IMC superior a 29 estão incluídos no grupo C.
10. Tenho de pagar pela vacina?
Não. A vacina é gratuita tal como acontece com as vacinas que constam do plano nacional de vacinação.

Fonte: Economico