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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Preço da gasolina sobe e já custa mais de 1,30 euros

Os preços dos combustíveis voltaram a subir esta semana nos postos da Galp, Cepsa, BP e Repsol, apurou o Económico.

A gasolina já custa mais de 1,30 euros por litro, algo que não acontecia desde o início do mês passado.
A Galp subiu o preço do litro do gasóleo e da gasolina em 1,5 e 2 cêntimos, respectivamente, disse ao Económico fonte da empresa. Nos postos da petrolífera nacional o 'diesel' passou assim a custar 1,069 euros enquanto a gasolina passou valer 1,304 euros por litro.
O mesmo sucedeu nos postos de abastecimento da Cepsa. Um litro de gasolina custa agora 1,308 euros, mais 2,2 cêntimos que na semana passada, ao passo que o 'diesel' subiu 2 cêntimos para os actuais 1,073 euros por litro.
A BP também efectuou alterações nos preços. O gasóleo subiu 1 cêntimo para 1,079 euros o litro e a gasolina aumentou 2 cêntimos para 1,309 euros por litro.
Já na Repsol, e com base nos dados do site da DGGE referentes aos preços praticados na zona de Lisboa, um litro do gasóleo vale 1,073 euros, enquanto a gasolina custa 1,309 euros por litro. Mais 2 cêntimos que na semana passada.
De referir que a fixação do preço do combustível é feita com base no valor médio da gasolina e do gasóleo do mercado europeu ao longo da semana anterior. O preço fixado na rede tem em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e do nível de custos fixos de cada posto.


Fonte: Economico

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Forte procura vai colocar petróleo nos 85 dólares

O Goldman Sachs acredita que a "robusta" procura de combustíveis na China vai impulsionar os preços do petróleo, que deverão atingir os 85 dólares por barril no final do ano.

"A procura de petróleo na China comanda o processo e os EUA surgem logo a seguir", defendem os analistas do Goldman numa nota de análise divulgada hoje, na qual referem acreditar na recuperação do consumo de petróleo nos mercados emergentes, o que vai impulsionar os preços do crude.

As necessidades de produtos refinados na China, o segundo maior consumidor de energia do mundo, aumentaram em 600 mil barris por dia no terceiro trimestre do ano, isto pelo facto de a economia do país ter crescido 8,9% entre Julho e Setembro, explicam os mesmos peritos.

O Goldman Sachs estima que o barril de petróleo vai chegar aos 82,50 dólares ainda neste trimestre e rondará, em média, os 110 dólares em 2010, defendendo que os "fundamentais seguem na direcção correcta", mesmo apesar da procura nos EUA continuar fraca.

O contrato de Novembro do West Texas Intermediate, petróleo de referência nos Estados Unidos, negociava hoje a perder 0,52% para 80,08 dólares o barril em Nova Iorque, enquanto o ‘brent’, a referência para as importações portuguesas, recuava 0,42% para os 78,59 dólares em Londres. Esta é a terceira sessão consecutiva de perdas, depois de na passada quarta-feira os preços do petróleo terem tocado máximos de um ano.


Fonte: Economico

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Petróleo sobe há quatro semanas com retoma nos EUA

Os preços do petróleo estão em alta nos 80 dólares, prestes a registar a quarta semana consecutiva de subidas, graças às expectativas de uma recuperação do consumo nos Estados Unidos.

Às 7h30, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro subia 0,47 dólares para os 79,98 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) avançava 0,35 dólares para 81,54 dólares em Nova Iorque.

Esta semana, os preços do crude acumulam ganhos de 4%, beneficiando da subida das bolsas, causada pelos resultados acima do esperado divulgados pelas empresas, os quais aumentaram a especulação de que a recessão terá acabado e que os Estados Unidos vão regressar ao forte consumo de combustível existente antes da crise.

“Relativamente à retoma económica, damos três passos em frente, e um atrás. É uma recuperação com percalços, mas o pior já acabou. A maior recuperação é nas áreas que se dedicam às exportações para a China. A tendência do petróleo é de continuar a subir”, disse à Bloomberg Gordon Kwan, director de pesquisa energética regional da Mirae Asset Securities.

Fonte: Economico

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Petróleo cai com quebra das importações japonesas

Os preços do petróleo seguem em queda, depois de terem subido 3% na sessão de ontem. A penalizar as cotações de "ouro negro" está a notícia de que o Japão está a reduzir as suas importações de crude.

Às 7h30, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,34 dólares para os 79,69 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 0,40 dólares para 80,97 dólares em Nova Iorque.

Ontem, os preços do petróleo dispararam 3% para máximos de um ano perto dos 80 dólares em Londres e acima dos 81 dólares em Nova Iorque, devido à queda dos inventários norte-americanos.

Os especialistas explicam as quedas de hoje com o facto de ter sido revelado pelo Japão, o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, que as suas importações desta matéria-prima recuaram 13% nos últimos seis meses, ao mesmo tempo que foi adiantado nos EUA que as refinarias da maior economia do mundo forneceram menos 3,3% de gasolina na semana passada, uma vez que 19% das unidades não estão em funcionamento.

“Os fundamentais do mercado não suportam a subida considerável que temos vindo a assistir. Estamos na altura do ano em que as refinarias encerram para manutenção, pelo que os preços deveriam estar a cair”, disse à Bloomberg Clarence Chu, operador da Hudson Capital Energy.


Fonte: Economico

Conheça os três melhores fundos que apostam no petróleo

O ouro negro está a subir com as perspectivas de recuperação económica. Em média, os fundos de energia ganham 15% a 12 meses.
E se de repente olhasse para o saldo da sua carteira e reparasse que os seus investimentos tinham crescido 20% nos últimos três meses? A situação não é hipotética. Quem investiu no último trimestre em fundos de investimento de energia obteve até agora um ganho de 20%, segundo a média de rendibilidades divulgada pela Morninsgtar. O petróleo parece ser o grande "culpado" por esta valorização.
Há uma semana, o ouro negro bateu o valor mais elevado deste ano, subindo para os 75 dólares. As perspectivas de que a recuperação económica já está em curso levaram a OPEP a actualizar em alta as suas estimativas sobre a procura desta matéria-prima, para 2010. Contas feitas, a organização subiu em 200 mil barris por dia a procura de petróleo, em 2009 e 2010.
Mas não é apenas a melhoria de perspectivas que ajuda a impulsionar os preços desta matéria-prima. A fraqueza do dólar - divisa em que é cotada o ouro negro- também contribuiu para a tendência altista.

Para já, a generalidade das previsões dos especialistas aponta para que, pelo menos até ao final do ano, os preços desta matéria-prima se situem no nível dos 75 dólares. Uma visão confirmada pela 'poll' de 36 analistas da Reuters, por um estudo do Barclays Capital e também pelos mercados de futuros. No Nymex, por exemplo, o contrato de futuro para o crude em Dezembro deste ano negoceia nos 75,54 dólares. Mas no próximo ano, os preços poderão vir a dar um salto.
Na semana passada, os responsáveis pela Agência Internacional de Energia (AIE) alertaram que a queda dos investimentos na exploração e produção de petróleo aumentou o risco de registarmos um pico dos preços do ouro negro no futuro. A AIE refere que houve uma quebra de investimento de 100 mil milhões de dólares na indústria mundial de petróleo, o que representa uma queda de 20% face aos valores registados em 2008.
Desde o início do ano, o crude em Nova Iorque já escalou 69% para os 75,39 dólares. Em Londres, o brent seguiu o mesmo caminho e valorizou 56% no mesmo período.
Perante estes dados, não é de admirar que, no top das participações dos 10 fundos de investimento de energia com melhores desempenhos a 12 meses, estejam, invariavelmente, nomes de grandes petrolíferas. Há nomes que se repetem. Empresas como BP, Total, BG, Exxon e Chevron estão entre os nomes com maior peso. Segundo os dados da Morningstar, os 37 fundos e subfundos de investimento que apostam no sector energético e que são comercializados em Portugal apresentam em média uma rendibilidade a 12 meses de 15,6%. E não há nenhum fundo que neste período apresente uma rendibilidade negativa - o pior fundo tem uma performance de 3%.
Uma das vantagens destes fundos tem a ver com o facto de não apostarem apenas em acções de petrolíferas mas também em firmas que operam em outras áreas do sector, nomeadamente na produção de electricidade, permitindo diversificar o portfólio e diminuir os riscos. Como se tratam de fundos de acções, estes produtos acarretam algum risco.

Os três melhores fundos de energia a 12 meses:

-Fortis Equity Energy Europe é o melhor fundo do sector.
No top cinco das participações tinha no início de Setembro cinco petrolíferas;

-Franklin Natural Resources é o segundo melhor fundo desta categoria e investe sobretudo no continente americano;

-O Dexia Equities Europe Energy é o terceiro melhor fundo de energia, segundo a Morningstar. As maiores posições estão em empresas de petróleo.


Fonte: Economico

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Petróleo nos 80 dólares é "demasiado"

O ministro do Petróleo da Nigéria afirmou hoje que o petróleo a 80 dólares está "um pouco acima" do que os fundamentais do mercado merecem, e adiantou que cerca de 10% do preço é especulação.
Rilwanu Lukman falava hoje aos jornalistas em Londres, citado pela Bloomberg, num dia em que os preços do petróleo estão em queda, depois de terem ontem ultrapassado os 80 dólares em Nova Iorque, a beneficiar da desvalorização do dólar.
Hoje as cotações do crude estão a ser penalizadas pela notícia de que os inventários de petróleo norte-americanos aumentaram em 3,85 milhões de barris na semana passada para 343 milhões, de acordo com o Insituto Americano do Petróleo.
Os dados do Departamento de Energia norte-americano serão conhecidos hoje e os analistas apontam para que as reservas tenham crescido em 1,5 milhões de barris na última semana.
O preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, recuava 0,93% para 76,52 dólares em Londres, enquanto em Nova Iorque, o crude cedia 1,18% para 78,16 dólares.

Fonte: Economico

Petróleo desce abaixo dos 77 dólares com subida do dólar

Os preços do petróleo estão em queda pela segunda sessão consecutiva, devido à valorização do dólar e ao aumento dos inventários dos Estados Unidos.

Às 7h27, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,28 dólares para os 76,96 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 0,38 dólares para 78,74 dólares em Nova Iorque.

Os especialistas explicam a queda do crude com a descida do dólar nos mercados cambiais, em reacção ao recuo dos índices bolsistas norte-americanos, bem como com o relatório ontem emitido pelo Instituto Americano do Petróleo de que as reservas de crude da maior economia do mundo aumentaram na semana passada.

“O mercado actual estava com excesso de ordens de compra e estamos a assistir a dados macroeconómicos mais fracos, o que leva ao aumento das ordens de venda. Embora tenhamos provavelmente atingido o fundo da recessão, ainda não encontrámos uma maneira de sair dele”, disse à Bloomberg Tetsu Emori, gestor de fundos da Astmax Co.

Fonte: Economico

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Petróleo supera os 78 dólares com queda do dólar

Os preços do barril de crude registam hoje a nona sessão consecutiva de ganhos, impulsionado pela desvalorização do dólar, que aumenta o interesse na compra de matérias-primas.

Às 7h37, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro subia 0,27 dólares para os 78,04 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) crescia 0,24 dólares para 79,85 dólares em Nova Iorque.

Na semana passada, os preços do crude de referência para as importações nacionais acumularam uma subida de 10%, estando já a ganhar mais 1,70% esta semana.

Os especialistas explicam o facto dos preços do crude se estarem a manter em níveis elevados com a desvalorização do dólar norte-americano, bem como ao aumento das expectativas de que a retoma económica haverá de levar a um aumento da procura de combustíveis.

“O dólar parece estar com uma tendência de queda, e esperamos novas descidas, e isso vai sustentar a escalada do petróleo. Certamente que a procura de crude vai aumentar nos próximos anos ”, disse à Bloomberg Peter McGuire, gestor da CWA Global Markets.

Fonte: Economico

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Combustíveis sobem pela segunda vez em 6 dias

Os preços dos combustíveis voltaram a subir nos postos da Galp, BP e Repsol, apurou o Económico. Esta é a segunda actualização em menos de uma semana.
A Galp subiu o preço do litro do gasóleo em 1 cêntimo enquanto que o preço da gasolina ficou inalterado, avançou ao Económico fonte da empresa. Nos postos da petrolífera nacional o 'diesel' passou assim a custar 1,039 euros e a gasolina continua valer 1,269 euros por litro.
O mesmo sucedeu nos postos de abastecimento da BP. Um litro de gasolina custa agora 1,289 euros, mais 1 cêntimo que na passada quarta-feira, ao passo que o 'diesel' subiu 1,1 cêntimos para os actuais 1,039 euros por litro.
Quanto à Repsol, e com base nos dados do site da DGGE referentes aos preços praticados na zona de Lisboa, o litro do gasóleo custa agora 1,043 euros, mais 1 cêntimo que na semana passada, enquanto a gasolina custa os mesmos 1,279 euros por litro.
Já a Cepsa deixou os preços inalterados. Um litro de gasolina continua a valer 1,272 euros enquanto que o 'diesel' vale 1,032 euros por litro.
Esta é a segunda actualização em menos de uma semana. Na passada quarta-feira, todas as petrolíferas de referência nacional subiram os preços dos combustíveis entre 0,5 e 1 cêntimos.
A fixação do preço do combustível é feita com base no valor médio da gasolina e do gasóleo do mercado europeu ao longo da semana anterior. O preço fixado na rede tem em conta o nível de concorrência, da oferta e da procura em cada mercado e do nível de custos fixos de cada posto.

Fonte: Economico

Petróleo continua nos 77 dólares com possível retoma da procura

Os preços do barril de crude mantêm-se nos 77 dólares por barril em Londres, devido à especulação de que a procura global de combustíveis vai subir devido à retoma económica.

Às 7h37, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro seguia inalterado nos 76,99 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) crescia 0,01 dólares para 78,54 dólares em Nova Iorque.

Na semana passada, os preços do crude de referência para as importações nacionais acumularam uma subida de 10%.

Os especialistas explicam o facto dos preços do crude se estarem a manter em níveis elevados com o facto de ser esperado que sejam divulgados mais indicadores positivos nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de combustíveis, o que dará a entender que a procura haverá de aumentar no futuro.

“Tudo somado, o cenário para o petróleo parece bastante positivo, tendo estado a reagir a uma boa quantidade de dados económicos que têm vindo dos EUA, que começa a dar sinais de recuperação ”, disse à Bloomberg Geoff Glear, director para as matérias-primas do Australian & New Zealand Banking Group.

Fonte: Economico

Petróleo sobe 9% na semana com quebra das reservas dos EUA

Os preços do barril de crude superam os 76 dólares por barril em Londres, depois das reservas de gasolina dos Estados Unidos terem registado uma diminuição muito superior à esperada.
Às 7h31, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro disparava 2,0 dólares para 76,45 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) ganhava 0,28 dólares para 77,86 dólares em Nova Iorque.
Desde segunda-feira, os preços do crude de referência para as importações nacionais acumulam já uma subida de 9,21%.
Os especialistas explicam esta subida com o facto de ontem o Departamento de Energia dos EUA ter anunciado uma quebra cinco vezes maior do que a antecipada das reservas de gasolina da maior economia do mundo, bem como um maior uso da capacidade das refinarias.
“Temos em lugar todos os fundamentais que são necessários – um relatório positivo do Departamento de Energia e uma nova descida do dólar. Isto deu certamente um ímpeto aos preços, já que os aumentos estão a ser justificados ”, disse Mark Parvan, analista sénior do ANZ Banking Group, citado pela Bloomberg.

Fonte: Economico

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Petróleo atinge máximo do ano com estimativas da OPEP

Os preços do barril de crude superaram os 73 dólares por barril, estando os investidores convencidos de que a recuperação económica acabará por levar a um crescimento da procura global.
Às 7h31, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro crescia 0,97 dólares para 73,37 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) avançava 0,96 dólares para 76,11 dólares em Nova Iorque.
Os especialistas explicam os ganhos do petróleo com a descida do dólar e a subida das bolsas asiáticas, bem como pelo facto de ontem a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em alta as suas previsões de procura de crude para 2010.
“A subida de hoje foi causada por duas coisas: a revisão das estimativas da procura por parte da OPEP, e a queda continuada do dólar norte-americano. O mundo está simplesmente menos negativo em termos do crescimento da procura”, disse Victor Shum, analista sénior da Purvin & Gertz, citado pela Bloomberg.

Fonte: Economico

Cotação do petróleo deve manter-se abaixo dos 75 dólares até ao final do ano

Previsões de aumento da procura levaram ontem o “ouro negro” para máximos de sete semanas.
A corrida pelo "ouro negro" vai aumentar de intensidade apenas em 2010. Apesar dos vários sinais que apontam cada vez mais para a recuperação económica, as estimativas para o final deste ano colocam o preço do petróleo abaixo do patamar dos 75 dólares o barril. Um valor que compara com os 74 dólares registados ontem.
Entre as várias previsões presentes no mercado, o Barclays Capital é o mais "optimista" colocando o preço do petróleo nos 76 dólares, o barril no último trimestre do ano. Já a ‘poll' mensal de 36 analistas consultados pela Reuters coloca tanto o ‘brent' - petróleo referência para as importações nacionais - como o crude nos 68 dólares até ao final deste ano.
Tendo em conta os contratos de futuro de petróleo que estão disponíveis no mercado, os investidores estão a "apostar" em Dezembro de 2009, os preços se situem entre os 72 e 73 dólares.
O próximo ano deverá, assim, revelar-se como o do reavivamento da procura pelo ‘ouro negro'. A teoria ganha mais consistência com as revisões em alta feitas este mês quer pela Agência Internacional de Energia (AIE) quer pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Depois da AIE ter revisto em alta de 1,7% a sua previsão de procura mundial de petróleo para 2010, ontem foi a vez da OPEP seguir a mesma tendência. O cartel, responsável por 40% da produção mundial, subiu as suas estimativas da procura mundial para o próximo ano, justificando a decisão com a expansão económica dos mercados emergentes. Segundo a OPEP, a procura pela matéria-prima deverá crescer em 700 mil barris diários para uma média diária de 84,93 milhões de barris.
A especulação em torno da procura, juntamente com a contínua desvalorização do dólar, catapultaram os preços do petróleo para máximos de sete meses. Se o crude chegou a superar a barreira dos 74 dólares, o ‘brent' aproximou-se do patamar dos 73 dólares, conseguindo assim o melhor desempenho desde Agosto passado. "Os preços estão a subir numa clara antecipação do aumento da procura", afirmou um gestor citado pela Bloomberg.

Fonte: Economico

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Petróleo recua de máximo de sete semanas com procura nos EUA

Os preços do barril crude estão a registar a primeira queda em quatro sessões, devido aos receios dos investidores de que a procura por parte das refinarias irá diminuir.
Às 7h31, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro deslizava 0,15 dólares para 71,21 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 0,21 dólares para 73,06 dólares em Nova Iorque.
Os especialistas explicam o recuo dos preços do crude com os receios de que a procura por parte das refinarias vá diminuir, uma vez que estas irão começar a encerrar para trabalhos de manutenção, antes do Inverno no Hemisfério Norte.
Em adição, o mercado espera pelos dados que serão divulgados esta semana pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, que poderão mostrar um aumento das reservas dos EUA.
“Muitas refinarias vão fechar para manutenção entre meados de Outubro e Novembro, pelo que tipicamente devemos assistir a um crescimento das reservas. Não vejo qualquer razão para os preços do crude subirem acima dos 75 dólares”, disse Clarence Chu, operador da Hudson Capital Energy, citado pela Bloomberg.

Fonte: Economico