A confiança dos investidores da zona euro subiu para o nível mais elevado dos últimos 18 meses em Dezembro, de acordo com o índice do instituto de conjuntura alemão Sentix.
O índice subiu para menos 5,5 pontos no mês passado, contra sete pontos negativos registados em Novembro, o que corresponde à quinta subida consecutiva.
"A fase de estabilização económica está a prosseguir lenta mas firmemente", escreve o Sentix em comunicado, acrescentando "não haver razão para euforia".
Os investidores esperam que os bancos centrais comecem a endurecer a política monetária o que "é uma das razões do recuo das expectativas", indica o instituto.
Os países da zona euro saíram da recessão no terceiro trimestre do ano, depois de 15 meses de queda do Produto Interno Bruto (PIB).
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Confiança dos investidores em máximos de 18 meses
Publicada por Luís Leitão
Angariador Imobiliario
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segunda-feira, dezembro 07, 2009
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
"Ainda é cedo para dizer que a crise acabou"
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, avisou hoje que uma retirada das medidas de estímulo seria "prematura", já que a crise financeira ainda não terminou por completo.
"Ainda é cedo para declarar o fim da crise financeira. Mas quando a altura apropriada chegar, não deverá haver preocupações sobre a determinação e capacidade do BCE" para colocar um ponto final nas medidas de estímulo, disse Trichet durante uma conferência sobre mercados financeiros em Madrid, citado pela “Reuters”.
O presidente do BCE precisou que, no entanto, todas as medidas de apoio ao sector financeiro que estão a ser utilizadas vão ser necessárias, sendo que a autoridade monetária europeia irá retirar gradualmente e de modo apropriado as medidas que tomou para combater a crise, o que vem na linha dos comentários que fez na semana passada.
Relativamente à liberdade de movimentos do BCE, Trichet sublinhou que "o conselho de governadores tem uma capacidade sem limites para decidir e instituir políticas apropriadas, sempre que as circunstâncias o ditarem".
Fonte: Economico
"Ainda é cedo para declarar o fim da crise financeira. Mas quando a altura apropriada chegar, não deverá haver preocupações sobre a determinação e capacidade do BCE" para colocar um ponto final nas medidas de estímulo, disse Trichet durante uma conferência sobre mercados financeiros em Madrid, citado pela “Reuters”.
O presidente do BCE precisou que, no entanto, todas as medidas de apoio ao sector financeiro que estão a ser utilizadas vão ser necessárias, sendo que a autoridade monetária europeia irá retirar gradualmente e de modo apropriado as medidas que tomou para combater a crise, o que vem na linha dos comentários que fez na semana passada.
Relativamente à liberdade de movimentos do BCE, Trichet sublinhou que "o conselho de governadores tem uma capacidade sem limites para decidir e instituir políticas apropriadas, sempre que as circunstâncias o ditarem".
Fonte: Economico
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segunda-feira, novembro 23, 2009
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Euro ultrapassa os 1,50 dólares
A moeda única europeia superou hoje a barreira psicológica dos 1,50 dólares pela primeira vez desde 23 de Outubro e segue a ganhar 1% face à divisa norte-americana.
Na base da apreciação do euro está sobretudo o compromisso, celebrado este fim-de-semana entre os ministros da Finanças e os banqueiros centrais do G20, de manter os estímulos económicos até que a retoma esteja mesmo assegurada.
"O facto de o G-20 não ter feito qualquer comentário sobre a debilidade do dólar nos últimos tempos também ajudou a enfraquecer a moeda norte-americana", disse um analista à Bloomberg.
A impulsionar a divisa comunitária está ainda a subida superior ao esperado das exportações alemãs, um dos grandes motores da economia europeia.
Neste cenário, o euro ganhava 1,11% para os 1,5012 dólares, um máximo de 23 de Outubro.
Na base da apreciação do euro está sobretudo o compromisso, celebrado este fim-de-semana entre os ministros da Finanças e os banqueiros centrais do G20, de manter os estímulos económicos até que a retoma esteja mesmo assegurada.
"O facto de o G-20 não ter feito qualquer comentário sobre a debilidade do dólar nos últimos tempos também ajudou a enfraquecer a moeda norte-americana", disse um analista à Bloomberg.
A impulsionar a divisa comunitária está ainda a subida superior ao esperado das exportações alemãs, um dos grandes motores da economia europeia.
Neste cenário, o euro ganhava 1,11% para os 1,5012 dólares, um máximo de 23 de Outubro.
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segunda-feira, novembro 09, 2009
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Queda do dólar leva ouro a novo recorde
Os preços do ouro atingiram hoje os 1.108 dólares nos mercados internacionais, uma vez que a desvalorização do dólar está a levar os investidores a procurar este metal como defesa contra a inflação.
Às 8h47, o ouro era negociado a subir 1,22% para 1.106,38 dólares por onça 'troy' (31,1 gramas), depois de ter sido já negociado durante a madrugada nos 1.098,43 dólares, o valor mais elevado de sempre.
Os especialistas justificam esta subida com o facto do dólar norte-americano estarem em queda nos mercados cambiais, o que leva os investidores a comprarem matérias-primas como meio de preservarem a sua riqueza.
"O ouro está inextricavelmente ligado ao dólar. Todas as matérias-primas estão a reflectir a fraqueza do dólar, e a subida do ouro para níveis recorde é um resultado do apetite dos investidores em comprar activos de refúgio", explicou à Bloomberg Geoff Clear, director para as matérias-primas do Australian & New Zealand Banking Group.
Fonte: Economico
Às 8h47, o ouro era negociado a subir 1,22% para 1.106,38 dólares por onça 'troy' (31,1 gramas), depois de ter sido já negociado durante a madrugada nos 1.098,43 dólares, o valor mais elevado de sempre.
Os especialistas justificam esta subida com o facto do dólar norte-americano estarem em queda nos mercados cambiais, o que leva os investidores a comprarem matérias-primas como meio de preservarem a sua riqueza.
"O ouro está inextricavelmente ligado ao dólar. Todas as matérias-primas estão a reflectir a fraqueza do dólar, e a subida do ouro para níveis recorde é um resultado do apetite dos investidores em comprar activos de refúgio", explicou à Bloomberg Geoff Clear, director para as matérias-primas do Australian & New Zealand Banking Group.
Fonte: Economico
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segunda-feira, novembro 09, 2009
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Como os ricos fazem crescer as suas fortunas
Mesmo em tempos de crise é possível fazer crescer fortunas? A gestão das carteiras de investimento de clientes com elevado património sofreu ajustes para fazer face à crise, mas a resposta é sim.
Segundo o director coordenador do departamento de Private Banking do BES, Lourenço Vieira da Silva, basta "investir em activos com maior potencial de valorização, respeitando os limites individuais de exposição ao risco". Outro factor que faz o dinheiro crescer é "a diversificação dos activos, pois contribui para a diminuição desses mesmos riscos", esclarece.
Esta opinião é corroborada pelo Millennium bcp. Fonte daquele banco garante que "uma carteira bem diversificada, composta por produtos que decorram de uma correcta selecção de activos, tenderá a proporcionar uma taxa de rentabilidade superior às taxas oferecidas por produtos financeiros sem risco, ou por carteiras não diversificadas".
Mas a escolha está sempre dependente "do perfil de risco do investidor e do nível de equilíbrio entre a rentabilidade pretendida e o risco inerente", diz a mesma fonte, pelo que "a gestão de activos tem sempre presente um binómio rentabilidade-risco, que os clientes deverão procurar que seja gerido de forma prudente e eficaz", esclarece.
Uma crise geralmente traduz-se em perdas, de maior ou menor expressão, para a grande maioria dos investidores. Por isso, num cenário de grande incerteza, "a generalidade dos investidores tomam decisões de investimento com vista à preservação do seu património", diz fonte do Millennium bcp ligada ao sector.
"É notória uma tendência de refúgio em activos de baixo risco, ou seja, menos expostos à volatilidade do mercado", informa a mesma fonte que, porém, ressalva haver sempre investidores que continuam a arriscar. No fundo, "os clientes continuam a tomar decisões de investimento". Não deixam é "de demonstrar preocupação com a manutenção do valor do seu património no longo prazo", esclarece a mesma fonte, que confirma ser o perfil de risco do investidor "que determinará a natureza dos activos e respectiva percentagem a alocar".
A actividade de Private Banking tem uma forte correlação com o crescimento da economia. É neste ambiente que os activos se valorizam e existe uma maior geração de riqueza. É por isso normal que se tenha assistido, durante a crise, "a uma forte contracção, com reflexos no valor dos patrimónios de todos e por maioria de razão nos mais elevados", explica Lourenço Vieira da Silva, director coordenador do departamento de Private Banking do BES.
O pior da crise parece estar a passar e esta progressiva normalização económica tem produzido, segundo o responsável, "efeitos positivos na valorização dos activos".
Se em determinada altura houve uma maior preocupação em preservar os capitais, evitando produtos de risco mais elevado, agora a tendência é de se voltar a arriscar mais. Pelo menos é esta a tendência seguida pelo departamento de Private Banking do BES.
Essencialmente, neste momento, e de acordo com Lourenço Vieira da Silva, "a maior diferença sentida antes da crise e hoje tem a ver com a incerteza quanto ao melhor ‘timing' para efectuar os investimentos". A questão de se correr mais ou menos riscos nos investimentos "tem a ver com o perfil de risco de cada cliente", adianta, frisando que uma das preocupações do BES durante a crise foi "o acompanhamento mais assíduo dos clientes, procurando esclarecê-los sobre os seus investimentos".
Fonte: Economico
Segundo o director coordenador do departamento de Private Banking do BES, Lourenço Vieira da Silva, basta "investir em activos com maior potencial de valorização, respeitando os limites individuais de exposição ao risco". Outro factor que faz o dinheiro crescer é "a diversificação dos activos, pois contribui para a diminuição desses mesmos riscos", esclarece.
Esta opinião é corroborada pelo Millennium bcp. Fonte daquele banco garante que "uma carteira bem diversificada, composta por produtos que decorram de uma correcta selecção de activos, tenderá a proporcionar uma taxa de rentabilidade superior às taxas oferecidas por produtos financeiros sem risco, ou por carteiras não diversificadas".
Mas a escolha está sempre dependente "do perfil de risco do investidor e do nível de equilíbrio entre a rentabilidade pretendida e o risco inerente", diz a mesma fonte, pelo que "a gestão de activos tem sempre presente um binómio rentabilidade-risco, que os clientes deverão procurar que seja gerido de forma prudente e eficaz", esclarece.
Uma crise geralmente traduz-se em perdas, de maior ou menor expressão, para a grande maioria dos investidores. Por isso, num cenário de grande incerteza, "a generalidade dos investidores tomam decisões de investimento com vista à preservação do seu património", diz fonte do Millennium bcp ligada ao sector.
"É notória uma tendência de refúgio em activos de baixo risco, ou seja, menos expostos à volatilidade do mercado", informa a mesma fonte que, porém, ressalva haver sempre investidores que continuam a arriscar. No fundo, "os clientes continuam a tomar decisões de investimento". Não deixam é "de demonstrar preocupação com a manutenção do valor do seu património no longo prazo", esclarece a mesma fonte, que confirma ser o perfil de risco do investidor "que determinará a natureza dos activos e respectiva percentagem a alocar".
A actividade de Private Banking tem uma forte correlação com o crescimento da economia. É neste ambiente que os activos se valorizam e existe uma maior geração de riqueza. É por isso normal que se tenha assistido, durante a crise, "a uma forte contracção, com reflexos no valor dos patrimónios de todos e por maioria de razão nos mais elevados", explica Lourenço Vieira da Silva, director coordenador do departamento de Private Banking do BES.
O pior da crise parece estar a passar e esta progressiva normalização económica tem produzido, segundo o responsável, "efeitos positivos na valorização dos activos".
Se em determinada altura houve uma maior preocupação em preservar os capitais, evitando produtos de risco mais elevado, agora a tendência é de se voltar a arriscar mais. Pelo menos é esta a tendência seguida pelo departamento de Private Banking do BES.
Essencialmente, neste momento, e de acordo com Lourenço Vieira da Silva, "a maior diferença sentida antes da crise e hoje tem a ver com a incerteza quanto ao melhor ‘timing' para efectuar os investimentos". A questão de se correr mais ou menos riscos nos investimentos "tem a ver com o perfil de risco de cada cliente", adianta, frisando que uma das preocupações do BES durante a crise foi "o acompanhamento mais assíduo dos clientes, procurando esclarecê-los sobre os seus investimentos".
Fonte: Economico
Bolsas sobem e dólar afunda no rescaldo da Fed
As praças norte-americanas fecharam positivas num dia marcado pela decisão da Fed em manter os juros em mínimos históricos.
O índice industrial Dow Jones subiu 0,31%, enquanto o S&P 500 avançou 0,1%. Já o índice tecnológico Nasdaq terminou em sentido inverso, a recuar 0,09%.
Wall Street começou a sessão com ganhos ligeiros, que se mantiveram depois de conhecido o comunicado que resume a reunião de dois dias dos oficiais da Fed. Tal como esperado, a autoridade norte-americana não mexeu nos juros, actualmente no intervalo entre zero e 0,25%, reiterando ao mercado a intenção de manter as taxas nesse nível durante um longo período.
"A Fed não quer abandonar o barco nesta altura, preferindo assegurar que a economia está suficientemente sólida antes de qualquer tentativa de subir os juros e enfrentar pressões inflacionistas", sublinhava um gestor de fundos ao "Wall Street Journal".
A nível empresarial, destaque para os ganhos de 6,4% dos títulos da Merck, depois da farmacêutica ter antecipado uma subida dos lucros até 2013 em consequência da aquisição da Schering-Plough.
Em sentido contrário à cotação das acções, o dólar afundou nos mercados cambiais face ao euro. A moeda única europeia valorizava-se 1,07% para 1,4881 dólares, a maior subida em três meses.
Fonte: Economico
O índice industrial Dow Jones subiu 0,31%, enquanto o S&P 500 avançou 0,1%. Já o índice tecnológico Nasdaq terminou em sentido inverso, a recuar 0,09%.
Wall Street começou a sessão com ganhos ligeiros, que se mantiveram depois de conhecido o comunicado que resume a reunião de dois dias dos oficiais da Fed. Tal como esperado, a autoridade norte-americana não mexeu nos juros, actualmente no intervalo entre zero e 0,25%, reiterando ao mercado a intenção de manter as taxas nesse nível durante um longo período.
"A Fed não quer abandonar o barco nesta altura, preferindo assegurar que a economia está suficientemente sólida antes de qualquer tentativa de subir os juros e enfrentar pressões inflacionistas", sublinhava um gestor de fundos ao "Wall Street Journal".
A nível empresarial, destaque para os ganhos de 6,4% dos títulos da Merck, depois da farmacêutica ter antecipado uma subida dos lucros até 2013 em consequência da aquisição da Schering-Plough.
Em sentido contrário à cotação das acções, o dólar afundou nos mercados cambiais face ao euro. A moeda única europeia valorizava-se 1,07% para 1,4881 dólares, a maior subida em três meses.
Fonte: Economico
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Os cuidados a ter e as aplicações financeiras a evitar
A crise obriga as famílias a repensarem a importância de um fundo de maneio, mas há aplicações, como as de taxa fixa, que na actual conjuntura não são recomendáveis, segundo a Deco.
Após anos em queda, a poupança das famílias portuguesas voltou a subir este ano, numa tendência inversa à do consumo. A conjuntura económica a isso obrigou, mas pôr dinheiro de lado também obriga a uma escolha e gestão cuidada.
Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Poupança (31 de Outubro), a Deco explica que, na actual conjuntura, há aplicações que são desaconselháveis. O primeiro alerta do economista João Sousa vai para os produtos de taxa fixa e de remuneração crescente.
"Alguns destes produtos apresentam-se a longo prazo, a cinco anos e mais, com uma liquidez [possibilidade de voltar a ter o dinheiro disponível de um dia para o outro sem custos acrescidos] reduzida.
Para além disso, os rendimentos oferecidos não são, na maior parte das vezes, interessantes porque as taxas mais favoráveis ficam para o final do período, ou seja no último trimestre, por exemplo, dos cinco anos, e nesta conjunta em que se espera que haja uma inversão das taxas de juro variáveis [as euribor devem subir em 2010], talvez não seja o período indicado para que as pessoas se comprometam com produtos de taxa fixa a longo prazo".
Pior que isso, na opinião da Deco, são alguns produtos financeiros mais complexos que os bancos também propõem como alternativa aos depósitos a prazo, por terem, à partida, taxas de rentabilidade mais altas.
"Com estes produtos também é preciso ter muito cuidado, porque muitas vezes a informação não é de fácil análise", diz o economista, fazendo alusão a alguns produtos e depósitos estruturados, cujos juros normalmente dependem da evolução de um activo subjacente, que pode ser um índice ou um cabaz de acções, por exemplo.
"Há vários tipos e são muitos os produtos que os bancos comercializam hoje em dia. Há que ter cuidado porque às vezes o que parece não é", sublinha.
Ainda assim, no caso de o consumidor ficar tentado com alguma destas ofertas, a primeira coisa que este responsável recomenda "é ver se o produto tem o capital mínimo garantido". Depois, há que ver "até que ponto as estimativas de rendimento avançadas são ou não realistas, porque na maior parte dos casos são um valor que só é alcançável bem lá à frente (do prazo) e que normalmente só em condições extremamente difíceis ocorrem. Portanto são juros que têm uma probabilidade muito reduzida de se tornarem realidade".
A Deco diz que faz a análise destes produtos sempre que eles são lançados pela banca e, normalmente, "os cálculos de probabilidade desses rendimentos são muitas vezes perto de zero. O rendimento é, na maioria dos casos, muito baixo e muito inferior àquele máximo que é anunciado", sublinha João Sousa.
"Nos produtos estruturados o risco maior é perceber muitas vezes a que é que aquele produto corresponde. Muitas vezes é vendido com uma embalagem - as campanhas de publicidade realçam os aspectos mais positivos - que depois fica muito aquém", conclui.
Fonte: Economico
Após anos em queda, a poupança das famílias portuguesas voltou a subir este ano, numa tendência inversa à do consumo. A conjuntura económica a isso obrigou, mas pôr dinheiro de lado também obriga a uma escolha e gestão cuidada.
Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Poupança (31 de Outubro), a Deco explica que, na actual conjuntura, há aplicações que são desaconselháveis. O primeiro alerta do economista João Sousa vai para os produtos de taxa fixa e de remuneração crescente.
"Alguns destes produtos apresentam-se a longo prazo, a cinco anos e mais, com uma liquidez [possibilidade de voltar a ter o dinheiro disponível de um dia para o outro sem custos acrescidos] reduzida.
Para além disso, os rendimentos oferecidos não são, na maior parte das vezes, interessantes porque as taxas mais favoráveis ficam para o final do período, ou seja no último trimestre, por exemplo, dos cinco anos, e nesta conjunta em que se espera que haja uma inversão das taxas de juro variáveis [as euribor devem subir em 2010], talvez não seja o período indicado para que as pessoas se comprometam com produtos de taxa fixa a longo prazo".
Pior que isso, na opinião da Deco, são alguns produtos financeiros mais complexos que os bancos também propõem como alternativa aos depósitos a prazo, por terem, à partida, taxas de rentabilidade mais altas.
"Com estes produtos também é preciso ter muito cuidado, porque muitas vezes a informação não é de fácil análise", diz o economista, fazendo alusão a alguns produtos e depósitos estruturados, cujos juros normalmente dependem da evolução de um activo subjacente, que pode ser um índice ou um cabaz de acções, por exemplo.
"Há vários tipos e são muitos os produtos que os bancos comercializam hoje em dia. Há que ter cuidado porque às vezes o que parece não é", sublinha.
Ainda assim, no caso de o consumidor ficar tentado com alguma destas ofertas, a primeira coisa que este responsável recomenda "é ver se o produto tem o capital mínimo garantido". Depois, há que ver "até que ponto as estimativas de rendimento avançadas são ou não realistas, porque na maior parte dos casos são um valor que só é alcançável bem lá à frente (do prazo) e que normalmente só em condições extremamente difíceis ocorrem. Portanto são juros que têm uma probabilidade muito reduzida de se tornarem realidade".
A Deco diz que faz a análise destes produtos sempre que eles são lançados pela banca e, normalmente, "os cálculos de probabilidade desses rendimentos são muitas vezes perto de zero. O rendimento é, na maioria dos casos, muito baixo e muito inferior àquele máximo que é anunciado", sublinha João Sousa.
"Nos produtos estruturados o risco maior é perceber muitas vezes a que é que aquele produto corresponde. Muitas vezes é vendido com uma embalagem - as campanhas de publicidade realçam os aspectos mais positivos - que depois fica muito aquém", conclui.
Fonte: Economico
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Wall Street cai com investigações do Governo
A bolsa nova-iorquina segue em queda, depois de ter sido noticiado que a contabilidade do Grupo Apollo está a ser investigada pelas autoridades.
O índice industrial Dow Jones recua 0,24%, o índice tecnológico Nasdaq perdia 0,52% e o S&P 500 descia 0,27%
Em forte queda de 15,80% para 61,44 dólares está o Grupo Apollo, a maior empresa de educação dos EUA, depois de ter sido revelado que as autoridades estão a efectuar investigações à sua contabilidade.
Os fracos resultados hoje divulgados na Europa estão também a preocupar os investidores, uma vez que levantam dúvidas sobre a força da recuperação económica.
A fabricante de aço Nucor descia 0,61% para 40,77 dólares e a US Steel caía 0,80% para 37,10 dólares, depois dos resultados da ArcelorMittal terem mostrado que a procura de aço continua enfraquecida.
Nota ainda para a queda da petrolífera Exxon Mobil, que recuava 0,39% para 74,62 dólares, a acompanhar o recuo dos preços do petróleo, devido às expectativas de que os dados hoje divulgados mostrem um aumento das reservas dos Estados Unidos.
“Neste ciclo em particular, não é possível esperar uma recuperação rápida. Se olharemos para os sectores cíclicos, os resultados estão mais fracos. No geral, o cenário é ainda assim melhor do que o esperado”, disse à Bloomberg Scott Wren, analista sénior da Wells Fargo Advisors.
Fonte: Economico
O índice industrial Dow Jones recua 0,24%, o índice tecnológico Nasdaq perdia 0,52% e o S&P 500 descia 0,27%
Em forte queda de 15,80% para 61,44 dólares está o Grupo Apollo, a maior empresa de educação dos EUA, depois de ter sido revelado que as autoridades estão a efectuar investigações à sua contabilidade.
Os fracos resultados hoje divulgados na Europa estão também a preocupar os investidores, uma vez que levantam dúvidas sobre a força da recuperação económica.
A fabricante de aço Nucor descia 0,61% para 40,77 dólares e a US Steel caía 0,80% para 37,10 dólares, depois dos resultados da ArcelorMittal terem mostrado que a procura de aço continua enfraquecida.
Nota ainda para a queda da petrolífera Exxon Mobil, que recuava 0,39% para 74,62 dólares, a acompanhar o recuo dos preços do petróleo, devido às expectativas de que os dados hoje divulgados mostrem um aumento das reservas dos Estados Unidos.
“Neste ciclo em particular, não é possível esperar uma recuperação rápida. Se olharemos para os sectores cíclicos, os resultados estão mais fracos. No geral, o cenário é ainda assim melhor do que o esperado”, disse à Bloomberg Scott Wren, analista sénior da Wells Fargo Advisors.
Fonte: Economico
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Juro dos certificados de aforro cai 80% num ano
Isto porque o cálculo da rendibilidade deste instrumento de poupança tem como referencial a Euribor a três meses, que tem caído quase sem parar desde o início da crise financeira.
Desde Outubro do ano passado que o juro dos certificados de aforro não sobe. Nessa altura, este instrumento de poupança, um dos preferidos dos portugueses, remunerava os aforradores em 4,011%. Isto significa que nos últimos 12 meses a rendibilidade dos certificados derrapou 78,18%.
Neste período, os juros só subiram por uma vez, em Março, quando o Governo introduziu novas regras para os certificados com o objectivo de tornar este instrumento de poupança mais atractivo.
A par da queda dos juros, assiste-se a uma fuga constante dos aforradores. Em Setembro, por exemplo, os portugueses retiraram 51 milhões de euros dos certificados de aforro, uma das formas de financiamento do Estado.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Euro em novo máximo com sinais de retoma
A moeda única está em alta face ao dólar e negocia em novos máximos de 14 meses, impulsionada pela subida das bolsas asiáticas e pelos sinais de recuperação da economia mundial.
Às 9h05 o euro negociava a valer 1,504 dólares, depois de já ter atingido os 1,506 dólares durante a madrugada, estando nos valores mais elevados desde Agosto do ano passado.
Os especialistas explicam que a moeda única está a beneficiar com o avanço das bolsas asiáticas e com os sinais de retoma na economia global, factores que estão a reduzir o apetite dos investidores pelo dólar, considerado um investimento de refúgio em época de crise.
Amanhã serão conhecidos os indicadores relativos à confiança dos consumidores franceses e norte-americanos, e os economistas contactados pela Bloomberg esperam que tenha aumentado em ambos os casos em Outubro.
Fonte: Economico
Às 9h05 o euro negociava a valer 1,504 dólares, depois de já ter atingido os 1,506 dólares durante a madrugada, estando nos valores mais elevados desde Agosto do ano passado.
Os especialistas explicam que a moeda única está a beneficiar com o avanço das bolsas asiáticas e com os sinais de retoma na economia global, factores que estão a reduzir o apetite dos investidores pelo dólar, considerado um investimento de refúgio em época de crise.
Amanhã serão conhecidos os indicadores relativos à confiança dos consumidores franceses e norte-americanos, e os economistas contactados pela Bloomberg esperam que tenha aumentado em ambos os casos em Outubro.
Fonte: Economico
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
As dez prioridades do novo ministro da Economia
Evitar a subida do desemprego e diversificar as exportações são desafios do novo ministro.
Vieira da Silva passou de uma trincheira para outra. É certo que já não terá de lidar directamente com a escalada dos números do desemprego. Mas em tempo de crise, é como se tivesse subido na cadeia de produção de desempregados. Agora terá de enfrentar o problema a montante, junto das empresas, em vez de lidar com os efeitos a jusante. Este será o principal desafio a enfrentar, mas há pelo menos mais nove.
1. Despedimentos colectivos
Na quarta-feira, a Delphi anunciou o despedimento colectivo de 500 pessoas em Portugal. Mas a fabricante de cablagens automóveis não foi a única empresa a despedir funcionários nos últimos meses. Segundo a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, o número de despedimentos colectivos nos primeiros nove meses do ano aumentou 39% face ao mesmo período de 2008. De acordo com a mesma entidade, no mesmo período foram iniciados processos de despedimento colectivo em 264 empresas, visando o despedimento de 3.828 pessoas.
2. Resolver o problema da qimonda
O dossier da emblemática fábrica de Vila do Conde, que já foi a principal exportadora nacional, vai passar agora para a alçada do novo ministro da Economia. Vieira da Silva terá de prosseguir os esforços levados a cabo durante o último ano, especialmente durante o mandato de Manuel Pinho, de forma a impedir que o ‘know-how', a tecnologia e os postos de trabalho da empresa não desapareçam de Portugal para sempre.
3. Inverter o colapso das exportações
Em Setembro do ano passado as exportações ainda estavam a crescer 4%. A crise mostrou que era sol de pouca dura e que Portugal não ficaria imune ao maior tumulto económico desde a Segunda Guerra Mundial. Uns meses depois, em Fevereiro, a quebra nas exportações portuguesas atingiu os 30%. Desde então o ritmo das perdas tem vindo a diminuir, mas continua acima dos dois dígitos: em Agosto as exportações diminuíram 15,4%. Dar condições às empresas para voltar a exportar será um dos objectivos do novo ministro.
4. Diversificar mercados e produtos
A economia precisa de ganhar mais resistências. Embora as empresas tenham feito já algum esforço de diversificação de mercados e de produtos, ao mesmo tempo que tentam aumentar a sua competitividade, os factos mostram que os resultados são ainda insuficientes. A União Europeia, com Espanha à cabeça, continua a desempenhar um papel fundamental, absorvendo 72,2% do total dos bens e serviços expedidos. Os emergentes são um bom mercado de refúgio, como Angola tem mostrado, mas não chega.
5. Combater o défice da balança comercial
Nos últimos meses, a crise tem dado uma espécie de falsa ajuda ao défice da balança comercial. Como a crise refreou o consumo interno, as importações estão a cair mais do que as exportações, levando a uma contracção do défice. Contudo, assim que a economia recuperar, é de esperar que as importações voltem a crescer, alimentando o desequilíbrio comercial. Para contrariar de forma sustentável o problema é preciso que as empresas portuguesas se tornem mais produtivas.
6. Aumentar a eficiência energética
As energias renováveis têm sido uma aposta de José Sócrates e é de esperar que o novo ministro da Economia queira continuar o desafio. O objectivo é aumentar a eficiência e reduzir o défice energético, substituindo as importações.
7. Manter e atrair investimento directo estrangeiro
A manutenção do actual nível de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e a atracção de novos investimentos serão prioridades do novo ministro. O caso da Autoeuropa, cuja permanência em Portugal durante a próxima década está dependente da vinda de um novo modelo para a fábrica de Palmela, é um dos casos mais emblemáticos de IDE a preservar.
8. Amparar o sector do turismo
A crise ditou um ano mau no turismo, com quedas acentuadas no volume de negócios do sector. É preciso amparar as empresas saudáveis e preparar o terreno para as dificuldades que se adivinham: a libra tem vindo a perder valor face ao euro, arrastada pelo mau desempenho do dólar. É de esperar que os turistas ingleses, que alimentam muitos dos hotéis portugueses, continuem a cortar nas férias para países da zona euro, onde a moeda está cara.
9. Resolver desequilíbrios no comércio interno
As regras do consumo, os licenciamentos dos centros comerciais e o equilíbrio face ao comércio tradicional são problemas com que Vieira da Silva também terá de lidar. Um dos desafios será amparar algum excesso de capacidade instalada no sector dos serviços, que se revela problemática em tempo de crise.
10. Simplificar e reduzir custos de contexto
É um trabalho que já tem vindo a ser desenvolvido, sob tutela da Presidência do Conselho de Ministros, mas para o qual a pasta da Economia deverá contribuir. Uma das batalhas que ainda é preciso vencer é simplificação dos processos de licenciamento, reduzindo a papelada e os tempos de espera.
Fonte: Economico
Vieira da Silva passou de uma trincheira para outra. É certo que já não terá de lidar directamente com a escalada dos números do desemprego. Mas em tempo de crise, é como se tivesse subido na cadeia de produção de desempregados. Agora terá de enfrentar o problema a montante, junto das empresas, em vez de lidar com os efeitos a jusante. Este será o principal desafio a enfrentar, mas há pelo menos mais nove.
1. Despedimentos colectivos
Na quarta-feira, a Delphi anunciou o despedimento colectivo de 500 pessoas em Portugal. Mas a fabricante de cablagens automóveis não foi a única empresa a despedir funcionários nos últimos meses. Segundo a Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, o número de despedimentos colectivos nos primeiros nove meses do ano aumentou 39% face ao mesmo período de 2008. De acordo com a mesma entidade, no mesmo período foram iniciados processos de despedimento colectivo em 264 empresas, visando o despedimento de 3.828 pessoas.
2. Resolver o problema da qimonda
O dossier da emblemática fábrica de Vila do Conde, que já foi a principal exportadora nacional, vai passar agora para a alçada do novo ministro da Economia. Vieira da Silva terá de prosseguir os esforços levados a cabo durante o último ano, especialmente durante o mandato de Manuel Pinho, de forma a impedir que o ‘know-how', a tecnologia e os postos de trabalho da empresa não desapareçam de Portugal para sempre.
3. Inverter o colapso das exportações
Em Setembro do ano passado as exportações ainda estavam a crescer 4%. A crise mostrou que era sol de pouca dura e que Portugal não ficaria imune ao maior tumulto económico desde a Segunda Guerra Mundial. Uns meses depois, em Fevereiro, a quebra nas exportações portuguesas atingiu os 30%. Desde então o ritmo das perdas tem vindo a diminuir, mas continua acima dos dois dígitos: em Agosto as exportações diminuíram 15,4%. Dar condições às empresas para voltar a exportar será um dos objectivos do novo ministro.
4. Diversificar mercados e produtos
A economia precisa de ganhar mais resistências. Embora as empresas tenham feito já algum esforço de diversificação de mercados e de produtos, ao mesmo tempo que tentam aumentar a sua competitividade, os factos mostram que os resultados são ainda insuficientes. A União Europeia, com Espanha à cabeça, continua a desempenhar um papel fundamental, absorvendo 72,2% do total dos bens e serviços expedidos. Os emergentes são um bom mercado de refúgio, como Angola tem mostrado, mas não chega.
5. Combater o défice da balança comercial
Nos últimos meses, a crise tem dado uma espécie de falsa ajuda ao défice da balança comercial. Como a crise refreou o consumo interno, as importações estão a cair mais do que as exportações, levando a uma contracção do défice. Contudo, assim que a economia recuperar, é de esperar que as importações voltem a crescer, alimentando o desequilíbrio comercial. Para contrariar de forma sustentável o problema é preciso que as empresas portuguesas se tornem mais produtivas.
6. Aumentar a eficiência energética
As energias renováveis têm sido uma aposta de José Sócrates e é de esperar que o novo ministro da Economia queira continuar o desafio. O objectivo é aumentar a eficiência e reduzir o défice energético, substituindo as importações.
7. Manter e atrair investimento directo estrangeiro
A manutenção do actual nível de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) e a atracção de novos investimentos serão prioridades do novo ministro. O caso da Autoeuropa, cuja permanência em Portugal durante a próxima década está dependente da vinda de um novo modelo para a fábrica de Palmela, é um dos casos mais emblemáticos de IDE a preservar.
8. Amparar o sector do turismo
A crise ditou um ano mau no turismo, com quedas acentuadas no volume de negócios do sector. É preciso amparar as empresas saudáveis e preparar o terreno para as dificuldades que se adivinham: a libra tem vindo a perder valor face ao euro, arrastada pelo mau desempenho do dólar. É de esperar que os turistas ingleses, que alimentam muitos dos hotéis portugueses, continuem a cortar nas férias para países da zona euro, onde a moeda está cara.
9. Resolver desequilíbrios no comércio interno
As regras do consumo, os licenciamentos dos centros comerciais e o equilíbrio face ao comércio tradicional são problemas com que Vieira da Silva também terá de lidar. Um dos desafios será amparar algum excesso de capacidade instalada no sector dos serviços, que se revela problemática em tempo de crise.
10. Simplificar e reduzir custos de contexto
É um trabalho que já tem vindo a ser desenvolvido, sob tutela da Presidência do Conselho de Ministros, mas para o qual a pasta da Economia deverá contribuir. Uma das batalhas que ainda é preciso vencer é simplificação dos processos de licenciamento, reduzindo a papelada e os tempos de espera.
Fonte: Economico
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Economia
Euro mantém-se nos 1,50 dólares à espera de indicadores
A moeda única está em queda ligeira face à divisa norte-americana, mas ainda acima dos 1,50 dólares, com os investidores a aguardar pelos dados macroeconómicos que serão hoje divulgados.
Às 8h16, o euro era negociado nos mercados cambiais a 1,5014 dólares, contra 1,5032 dólares na quinta-feira e depois de ter variado entre os 1,4991 e os 1,5061 dólares durante a madrugada, sendo este último valor um máximo do ano.
Os especialistas notam que os mercados estão à espera dos números dos gestores de compras na zona euro e da confiança dos investidores alemães, os quais permitirão analisar a força da recuperação económica europeia.
A libra esterlina mantém-se inalterada, pouco antes de serem conhecidos os números do PIB do Reino Unido, que deverão mostrar que este país saiu da recessão no terceiro trimeste.
Fonte: Economico
Às 8h16, o euro era negociado nos mercados cambiais a 1,5014 dólares, contra 1,5032 dólares na quinta-feira e depois de ter variado entre os 1,4991 e os 1,5061 dólares durante a madrugada, sendo este último valor um máximo do ano.
Os especialistas notam que os mercados estão à espera dos números dos gestores de compras na zona euro e da confiança dos investidores alemães, os quais permitirão analisar a força da recuperação económica europeia.
A libra esterlina mantém-se inalterada, pouco antes de serem conhecidos os números do PIB do Reino Unido, que deverão mostrar que este país saiu da recessão no terceiro trimeste.
Fonte: Economico
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Bolsa cai 1,3%, a pior sessão num mês
A praça nacional está em queda acentuada, a seguir as fortes perdas registadas nas bolsas europeias, com todos os títulos que compõem o PSI 20 a negociarem em terreno negativo.
O PSI 20 perdia 1,33% para 8.694,83 pontos, depois de já ter estado a recuar 1,49% durante a sessão, o pior desempenho desde o início de Setembro.
A bolsa nacional está a acompanhar os mercados europeus, que perdem quase 2%, depois do índice norte-americano Dow Jones ter encerrado ontem abaixo dos dez mil pontos, penalizado sobretudo pelos títulos do sector financeiro. A castigar a bolsa de Nova Iorque esteve o 'downgrade' do analista Dick Bove, que desceu a recomendação das acções do Wells Fargo para "vender".
"Os mercados estão a fazer uma correcção e estão a responder aos dados que estão a ser divulgados. Ontem, o Wells fargo e o Morgan Stanley apresentaram resultados que não foram bem recebidos pelo mercado. Os investidores europeus estão também à espera dos dados do desemprego nos EUA", explicou João de Deus, analista da DIF Broker, ao Económico.
Em Lisboa, o sector da banca acompanhava a tendência europeia, com o BCP a perder 2,09% para 1,03 euros, enquanto o BES recuava 1,35% para 5,17 euros e o BPI regredia 0,99% para 2,50 euros, no dia em que apresenta as contas do terceiro trimestre do ano.
O título que mais pressionava o índice de referência era o da Portugal Telecom, que perdia 1,09% para 8,00 euros, enquanto a Zon Multimédia recuava 1,47% para 4,63 euros.
Entre as energéticas, a EDP caía 0,84% para 3,08 euros, a EDP Renováveis dava um passo atrás de 0,86% para 6,94 euros e a Galp Energia perdia 1,64% para 12,30 euros, numa altura em que os preços do petróleo seguem em terreno negativo.
O volume total de negócios ascendia a 4,3 milhões de euros em Lisboa.
-Consulte aqui todas as cotações.
-Clique aqui para aceder à secção de Inside Transactions.
Fonte: Economico
O PSI 20 perdia 1,33% para 8.694,83 pontos, depois de já ter estado a recuar 1,49% durante a sessão, o pior desempenho desde o início de Setembro.
A bolsa nacional está a acompanhar os mercados europeus, que perdem quase 2%, depois do índice norte-americano Dow Jones ter encerrado ontem abaixo dos dez mil pontos, penalizado sobretudo pelos títulos do sector financeiro. A castigar a bolsa de Nova Iorque esteve o 'downgrade' do analista Dick Bove, que desceu a recomendação das acções do Wells Fargo para "vender".
"Os mercados estão a fazer uma correcção e estão a responder aos dados que estão a ser divulgados. Ontem, o Wells fargo e o Morgan Stanley apresentaram resultados que não foram bem recebidos pelo mercado. Os investidores europeus estão também à espera dos dados do desemprego nos EUA", explicou João de Deus, analista da DIF Broker, ao Económico.
Em Lisboa, o sector da banca acompanhava a tendência europeia, com o BCP a perder 2,09% para 1,03 euros, enquanto o BES recuava 1,35% para 5,17 euros e o BPI regredia 0,99% para 2,50 euros, no dia em que apresenta as contas do terceiro trimestre do ano.
O título que mais pressionava o índice de referência era o da Portugal Telecom, que perdia 1,09% para 8,00 euros, enquanto a Zon Multimédia recuava 1,47% para 4,63 euros.
Entre as energéticas, a EDP caía 0,84% para 3,08 euros, a EDP Renováveis dava um passo atrás de 0,86% para 6,94 euros e a Galp Energia perdia 1,64% para 12,30 euros, numa altura em que os preços do petróleo seguem em terreno negativo.
O volume total de negócios ascendia a 4,3 milhões de euros em Lisboa.
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Fonte: Economico
Petróleo cai com quebra das importações japonesas
Os preços do petróleo seguem em queda, depois de terem subido 3% na sessão de ontem. A penalizar as cotações de "ouro negro" está a notícia de que o Japão está a reduzir as suas importações de crude.
Às 7h30, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,34 dólares para os 79,69 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 0,40 dólares para 80,97 dólares em Nova Iorque.
Ontem, os preços do petróleo dispararam 3% para máximos de um ano perto dos 80 dólares em Londres e acima dos 81 dólares em Nova Iorque, devido à queda dos inventários norte-americanos.
Os especialistas explicam as quedas de hoje com o facto de ter sido revelado pelo Japão, o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, que as suas importações desta matéria-prima recuaram 13% nos últimos seis meses, ao mesmo tempo que foi adiantado nos EUA que as refinarias da maior economia do mundo forneceram menos 3,3% de gasolina na semana passada, uma vez que 19% das unidades não estão em funcionamento.
“Os fundamentais do mercado não suportam a subida considerável que temos vindo a assistir. Estamos na altura do ano em que as refinarias encerram para manutenção, pelo que os preços deveriam estar a cair”, disse à Bloomberg Clarence Chu, operador da Hudson Capital Energy.
Fonte: Economico
Às 7h30, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,34 dólares para os 79,69 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) perdia 0,40 dólares para 80,97 dólares em Nova Iorque.
Ontem, os preços do petróleo dispararam 3% para máximos de um ano perto dos 80 dólares em Londres e acima dos 81 dólares em Nova Iorque, devido à queda dos inventários norte-americanos.
Os especialistas explicam as quedas de hoje com o facto de ter sido revelado pelo Japão, o terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, que as suas importações desta matéria-prima recuaram 13% nos últimos seis meses, ao mesmo tempo que foi adiantado nos EUA que as refinarias da maior economia do mundo forneceram menos 3,3% de gasolina na semana passada, uma vez que 19% das unidades não estão em funcionamento.
“Os fundamentais do mercado não suportam a subida considerável que temos vindo a assistir. Estamos na altura do ano em que as refinarias encerram para manutenção, pelo que os preços deveriam estar a cair”, disse à Bloomberg Clarence Chu, operador da Hudson Capital Energy.
Fonte: Economico
Weber não acredita em "recaída" da zona euro
O membro do conselho de governadores do BCE, Axel Weber, afirmou hoje que é pouco provável que a zona euro volte a entrar em recessão em breve até por não existirem sinais de descontrolo na inflação.
"Existem vários factores na zona euro, assim como em outras grandes economias, que apontam para um futuro favorável e que tornam uma nova recessão muito pouco provável", afirmou Axel Weber, citado pela CNBC.
"Assistimos a uma estabilização muito significativa em todo o mundo nos últimos meses" e "é já é seguro dizer que ultrapassámos o pior", acrescentou.
Weber, que também é o presidente do banco central alemão, avançou ainda que a continuação dos estímulos económicos, o aumento da confiança dos investidores e dos consumidores e a ausência de riscos de inflação estão a contribuir para a melhoria das perspectivas económicas.
Nos últimos meses, a zona euro registou uma variação negativa da inflação, de acordo com dados do Eurostat. Contudo, o responsável garante:"os riscos à estabilidade de preços não estão, felizmente, entre as preocupações de médio prazo [do Banco Central Europeu]".
Apesar de afastar o "fantasma" de uma nova recessão, Weber alerta que "não há razões para estar muito optimista devido à fragilidade da recuperação".
Fonte: Economico
"Existem vários factores na zona euro, assim como em outras grandes economias, que apontam para um futuro favorável e que tornam uma nova recessão muito pouco provável", afirmou Axel Weber, citado pela CNBC.
"Assistimos a uma estabilização muito significativa em todo o mundo nos últimos meses" e "é já é seguro dizer que ultrapassámos o pior", acrescentou.
Weber, que também é o presidente do banco central alemão, avançou ainda que a continuação dos estímulos económicos, o aumento da confiança dos investidores e dos consumidores e a ausência de riscos de inflação estão a contribuir para a melhoria das perspectivas económicas.
Nos últimos meses, a zona euro registou uma variação negativa da inflação, de acordo com dados do Eurostat. Contudo, o responsável garante:"os riscos à estabilidade de preços não estão, felizmente, entre as preocupações de médio prazo [do Banco Central Europeu]".
Apesar de afastar o "fantasma" de uma nova recessão, Weber alerta que "não há razões para estar muito optimista devido à fragilidade da recuperação".
Fonte: Economico
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Economia
"Crédito será mais difícil quando acabar a recessão"
O vice-presidente do Conselho da Federação Bancária Europeia prevê que as condições de crédito no mercado bancário vão agravar-se quando terminar o actual ciclo de recessão económica.
"Quando a recuperação económica vier vamos assistir a um agravamento das condições de crédito, porque haverá menos crédito disponível das autoridades monetárias", afirmou João Salgueiro à agência Lusa, sublinhando que esta convicção já foi expressa por economistas como Joseph Stiglitz, George Soros e Nouriel Roubini, que ficou conhecido por prever a crise financeira.
O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) considerou que "o maior desafio dos bancos [no período pós-crise] vai ser gerir o aumento das taxas de juro com o aumento do desemprego", antecipando que "a selectividade do crédito vai aumentar".
"Até agora temos estado a gerir a crise com apoios estatais", sublinhou Salgueiro, prevendo que, com o início da recuperação económica, se vai assistir novamente "a uma arbitragem entre risco e rentabilidade".
João Salgueiro reconheceu ainda que a maior crise económica desde a Grande Depressão de 1929, que teve origem no sistema financeiro, vai deixar marcas na imagem da banca, alertando que "a confiança no sector bancário desceu muito".
"As autoridades não quiseram tirar o 'doping' [crescimento económico com base na dívida] que permitiu um ciclo de expansão notável", afirmou o responsável, dizendo que "travar o sistema financeiro e a construção era antecipar a crise".
Fonte: Economico
"Quando a recuperação económica vier vamos assistir a um agravamento das condições de crédito, porque haverá menos crédito disponível das autoridades monetárias", afirmou João Salgueiro à agência Lusa, sublinhando que esta convicção já foi expressa por economistas como Joseph Stiglitz, George Soros e Nouriel Roubini, que ficou conhecido por prever a crise financeira.
O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) considerou que "o maior desafio dos bancos [no período pós-crise] vai ser gerir o aumento das taxas de juro com o aumento do desemprego", antecipando que "a selectividade do crédito vai aumentar".
"Até agora temos estado a gerir a crise com apoios estatais", sublinhou Salgueiro, prevendo que, com o início da recuperação económica, se vai assistir novamente "a uma arbitragem entre risco e rentabilidade".
João Salgueiro reconheceu ainda que a maior crise económica desde a Grande Depressão de 1929, que teve origem no sistema financeiro, vai deixar marcas na imagem da banca, alertando que "a confiança no sector bancário desceu muito".
"As autoridades não quiseram tirar o 'doping' [crescimento económico com base na dívida] que permitiu um ciclo de expansão notável", afirmou o responsável, dizendo que "travar o sistema financeiro e a construção era antecipar a crise".
Fonte: Economico
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Bancos dos EUA apresentam lucros recorde
O banco norte-americano Wells Fargo revelou hoje ter registado o melhor resultado de sempre no terceiro trimestre, enquanto o Morgan Stanley regressou aos lucros.
O Wells Fargo anunciou ter praticamente duplicado o seu lucro em termos homólogos no terceiro trimestre para 3,24 mil milhões de dólares, enquanto o Morgan Stanley obteve um resultado de 498 milhões de dólares, acima do esperado pelos analistas.
Segundo o CEO do Wells Fargo, John Stumpf, a melhoria das contas da instituição ficou a dever-se ao facto dos custos com a aquisição do banco Wachovia estarem a ser “significativamente inferiores” ao estimado.
Já o custo dos créditos que foram amortizados por ser impossível cobrar as dívidas aumentou em 17% face ao segundo trimestre para 5,1 mil milhões de dólares, notou o banco.
Receitas de renda fixa puxam pelo lucro do Morgan Stanley
No Morgan Stanley, a melhoria do resultado ficou a dever-se ao aumento das receitas de renda fixa e às receitas de ‘trading’, bem como às receitas de subscrições obtidas na sua unidade de banca de investimento. O resultado foi ainda beneficiado pelos ganhos contabilísticos resultantes do declínio de certas imparidades no portfólio do banco.
Para o administrador financeiro do Morgan Stanley, Colm Kelleher, o regresso da instituição ao lucro não representa um “alívio”, mas sim “uma afirmação de força”.
Fonte: Economico
O Wells Fargo anunciou ter praticamente duplicado o seu lucro em termos homólogos no terceiro trimestre para 3,24 mil milhões de dólares, enquanto o Morgan Stanley obteve um resultado de 498 milhões de dólares, acima do esperado pelos analistas.
Segundo o CEO do Wells Fargo, John Stumpf, a melhoria das contas da instituição ficou a dever-se ao facto dos custos com a aquisição do banco Wachovia estarem a ser “significativamente inferiores” ao estimado.
Já o custo dos créditos que foram amortizados por ser impossível cobrar as dívidas aumentou em 17% face ao segundo trimestre para 5,1 mil milhões de dólares, notou o banco.
Receitas de renda fixa puxam pelo lucro do Morgan Stanley
No Morgan Stanley, a melhoria do resultado ficou a dever-se ao aumento das receitas de renda fixa e às receitas de ‘trading’, bem como às receitas de subscrições obtidas na sua unidade de banca de investimento. O resultado foi ainda beneficiado pelos ganhos contabilísticos resultantes do declínio de certas imparidades no portfólio do banco.
Para o administrador financeiro do Morgan Stanley, Colm Kelleher, o regresso da instituição ao lucro não representa um “alívio”, mas sim “uma afirmação de força”.
Fonte: Economico
Euro supera 1,50 dólares
O euro ultrapassou hoje os 1,50 dólares, o que acontece pela primeira vez desde Agosto do ano passado.
Às 14h45, a moeda única chegou aos 1,5003 dólares, a cotação mais elevada desde meados de Agosto de 2008, num momento em que os investidores estão mais optimistas face à recuperação económica global, o que potencia a procura por activos de maior risco, como o euro.
Entretanto, a libra seguia em máximos de cinco semanas, impulsionada por declarações do governador do Banco de Inglaterra.
Mervyn King afirmou, num artigo de opinião num jornal, que "seria sensato" ter em consideração uma perspectiva de taxas de juro mais elevadas.
Fonte: Economico
Às 14h45, a moeda única chegou aos 1,5003 dólares, a cotação mais elevada desde meados de Agosto de 2008, num momento em que os investidores estão mais optimistas face à recuperação económica global, o que potencia a procura por activos de maior risco, como o euro.
Entretanto, a libra seguia em máximos de cinco semanas, impulsionada por declarações do governador do Banco de Inglaterra.
Mervyn King afirmou, num artigo de opinião num jornal, que "seria sensato" ter em consideração uma perspectiva de taxas de juro mais elevadas.
Fonte: Economico
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Economia
Libra dispara com possível subida dos juros no Reino Unido
A libra esterlina encontra-se em alta face ao euro e ao dólar, depois do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter começado a preparar os britânicos para uma subida dos juros no país.
Às 11h54, o euro valia 0,9014 libras, menos 1,18% face ao fecho de terça-feira. Já em relação ao dólar norte-americano, a divisa britânica também se encontrava em alta, estando a subir 1,19% para 1,6578 dólares.
O câmbio euro/dólar permanecia inalterado, com a moeda única a continuar a valer 1,4944 dólares, o mesmo valor do fecho de ontem.
Os analistas explicam que na origem dos ganhos da libra esterlina está o facto do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter hoje escrito no jornal escocês “Herald” que "será sábio ter em conta" a perspectiva de uma subida dos juros.
"Esta é a altura em que o mercado fica excitado sobre as moedas, quando os bancos centrais começam a preparar os investidores para esperarem juros mais elevados", comentou à Bloomberg Steven Barrow, investigador chefe do Standard Bank.
Já Neil Jones, director das vendas de fundos do Mizhuo Corporate Bank em Londres, escreveu em nota de análise que "King está a mudar de direcção, e com ele a libra", representando as declarações do Governador "uma mudança sísmica no pensamento do Banco de Inglaterra".
Actualmente, os juros do Banco de Inglaterra encontram-se nos 0,50%, o valor mais baixo desde que esta instituição foi fundada, em 1694.
Fonte: Economico
Às 11h54, o euro valia 0,9014 libras, menos 1,18% face ao fecho de terça-feira. Já em relação ao dólar norte-americano, a divisa britânica também se encontrava em alta, estando a subir 1,19% para 1,6578 dólares.
O câmbio euro/dólar permanecia inalterado, com a moeda única a continuar a valer 1,4944 dólares, o mesmo valor do fecho de ontem.
Os analistas explicam que na origem dos ganhos da libra esterlina está o facto do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter hoje escrito no jornal escocês “Herald” que "será sábio ter em conta" a perspectiva de uma subida dos juros.
"Esta é a altura em que o mercado fica excitado sobre as moedas, quando os bancos centrais começam a preparar os investidores para esperarem juros mais elevados", comentou à Bloomberg Steven Barrow, investigador chefe do Standard Bank.
Já Neil Jones, director das vendas de fundos do Mizhuo Corporate Bank em Londres, escreveu em nota de análise que "King está a mudar de direcção, e com ele a libra", representando as declarações do Governador "uma mudança sísmica no pensamento do Banco de Inglaterra".
Actualmente, os juros do Banco de Inglaterra encontram-se nos 0,50%, o valor mais baixo desde que esta instituição foi fundada, em 1694.
Fonte: Economico
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