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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Santander acusado de "conhecer" Madoff desde 2002

O banco Santander está a ser acusado nos EUA de não ter tomado medidas para proteger os seus clientes de Madoff, depois de terem surgido, em 2002, alguns sinais de gestão fraudulenta.

Em reuniões realizadas com Madoff nos dias 18 e 19 de Setembro de 2002, representantes do Santander e da sua unidade Optimal Investment Services “pediram ao financeiro para que este desse a custódia dos seus fundos a uma terceira parte, mas Madoff recusou”, revela um grupo de investidores no documento do processo que estão a mover contra o Santander, citado pela Bloomberg.

A atitude de Madoff em não dar a custódia dos fundos a terceiros era diferente do que é habitual no sector, mas apesar disso os representantes espanhóis meramente ajustaram os prospectos os dois fundos da Optimal que tinham investido junto do gestor fraudulento para dizer que exista a “possibilidade”, ou “o risco”, de que este poderia fugir com o dinheiro.

“Em vez de retirar os fundos, o Santander e a Optimal não tomaram qualquer acção para proteger os investidores, ou para verificar se os activos da Optimal Funds ainda existiam”, lamentam os lesados.

O Santander perdeu cerca de 3,2 mil milhões de dólares (2,12 mil milhões de euros) na fraude de Madoff, notando os investidores que o falhanço do banco foi ampliado pelo facto de que, durante 12 anos, a instituição não tentou contactar os auditores de Madoff nem outras entidades para verificar a veracidade das negociações do gestor.

“Revelar apenas a alegada ‘possibilidade’ de que o dinheiro seja roubado não exonera o Santander de levar a cabo os procedimentos mínimos necessários para garantir que tal não ocorra”, dizem os accionistas no documento do processo.

Fonte: Economico

Euribor a seis meses desce abaixo dos 1,02%

As maturidades europeias registaram hoje uma evolução mista, com o prazo mais usado nos créditos à habitação em Portugal a descer pela segunda sessão consecutiva.
A taxa a seis meses, a mais usada nos créditos à habitação em Portugal, desceu para 1,019%.
Já a maturidade a três meses, a mais usada nos empréstimos às empresas, recuou para 0,730%, enquanto a Euribor a doze meses subiu pela primeira vez em quatro sessões e passou para os 1,254%.
As Euribor costumam seguir a taxa de juro de referência do Banco Central Europeu (BCE) e influenciam directamente a prestação da casa das famílias e o custo dos empréstimos dos bancos às empresas.
Ontem, o membro do conselho do BCE Axel Weber afirmou que não espera que a zona euro volte a entrar em recessão num futuro próximo.


Fonte: Economico

Euro mantém-se nos 1,50 dólares à espera de indicadores

A moeda única está em queda ligeira face à divisa norte-americana, mas ainda acima dos 1,50 dólares, com os investidores a aguardar pelos dados macroeconómicos que serão hoje divulgados.

Às 8h16, o euro era negociado nos mercados cambiais a 1,5014 dólares, contra 1,5032 dólares na quinta-feira e depois de ter variado entre os 1,4991 e os 1,5061 dólares durante a madrugada, sendo este último valor um máximo do ano.

Os especialistas notam que os mercados estão à espera dos números dos gestores de compras na zona euro e da confiança dos investidores alemães, os quais permitirão analisar a força da recuperação económica europeia.

A libra esterlina mantém-se inalterada, pouco antes de serem conhecidos os números do PIB do Reino Unido, que deverão mostrar que este país saiu da recessão no terceiro trimeste.

Fonte: Economico

Petróleo sobe há quatro semanas com retoma nos EUA

Os preços do petróleo estão em alta nos 80 dólares, prestes a registar a quarta semana consecutiva de subidas, graças às expectativas de uma recuperação do consumo nos Estados Unidos.

Às 7h30, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro subia 0,47 dólares para os 79,98 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) avançava 0,35 dólares para 81,54 dólares em Nova Iorque.

Esta semana, os preços do crude acumulam ganhos de 4%, beneficiando da subida das bolsas, causada pelos resultados acima do esperado divulgados pelas empresas, os quais aumentaram a especulação de que a recessão terá acabado e que os Estados Unidos vão regressar ao forte consumo de combustível existente antes da crise.

“Relativamente à retoma económica, damos três passos em frente, e um atrás. É uma recuperação com percalços, mas o pior já acabou. A maior recuperação é nas áreas que se dedicam às exportações para a China. A tendência do petróleo é de continuar a subir”, disse à Bloomberg Gordon Kwan, director de pesquisa energética regional da Mirae Asset Securities.

Fonte: Economico

Ouro tem de subir mais 117% para atingir máximo histórico real


Em valores ajustados à inflação, o ouro está ainda 50% abaixo do atingido no ‘rally’ de 1980.
O ouro batia na semana passada o valor mais alto de sempre, nos 1.072 dólares a onça. Mas, apesar do valor recorde, o metal está ainda cerca de 53% abaixo do seu máximo histórico real. Como se explica o raciocínio? Pelo efeito da inflação, que mostra que, apesar das recentes subidas, o ouro já esteve bem mais caro.
No início de 1980 o preço do ouro atingia o pico nos 873 dólares a onça, depois de escalar mais de 100% em menos de dois meses. Desde então, o preço do metal precioso ganhou apenas 21%, enquanto os preços no consumidor mais que triplicaram. Ou seja, os 873 dólares de 1980 correspondem hoje a 2.287 dólares em valores ajustados à inflação.

Isto significa que o ouro vai continuar a subir?
Embora esteja ainda muito abaixo do seu máximo histórico real nada indica que o ouro venha a atingir esses valores tão cedo.


Fonte: Economico