No período de Junho a Agosto de 2009, as saídas e entradas de bens registaram face ao período homólogo de 2008 uma descida de 19,7 por cento e 21,8 por cento, respectivamente, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Tal proporção contribuiu para o desagravamento do défice da balança comercial em 1489,5 milhões de euros. A taxa de cobertura das importações pelas exportações naquele período foi de 63,4 por cento, correspondendo a uma melhoria de 1,7 pontos percentuais face à taxa registada no mesmo período de 2008.
Em termos de comércio extracomunitário, no trimestre de Junho a Agosto de 2009, as exportações diminuíram 22,2 por cento face ao trimestre anterior, baixando 37,3 por cento face ao período homólogo do ano anterior.
Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, verifica-se que as exportações baixaram 20,5 por cento e as importações 30,4 por cento, em comparação com igual período de 2008.
Excluindo estes dois produtos, o saldo da balança comercial atingiu um excedente de 287,1 milhões de euros, sendo a correspondente taxa de cobertura de 119,3 por cento, enquanto nos resultados globais (incluindo Combustíveis e lubrificantes) se registou um défice de 827,5 milhões euros, com uma taxa de cobertura de 71,2 por cento.
Quanto ao Comércio Intracomunitário, em Agosto de 2009, manteve a tendência decrescente dos meses anteriores: as chegadas diminuíram 13,7 por cento e as expedições baixaram 13,2 por cento face a Agosto de 2008.
Em termos mensais (Agosto face a Julho de 2009), as importações baixaram 25,7 por cento e as exportações 32,5 por cento, invertendo a tendência dos meses anteriores.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
País sobe duas posições no pilar da Inovação
Portugal subiu para a 33ª posição em termos de Inovação, numa lista de 133 países, uma melhoria que compensou a queda de dois lugares no pilar dos Requerimentos Básicos, para o 39º posto, e o recuo de nove posições nos Indicadores de Eficiência (43º). «O dado mais significativo é que Portugal neste ano de grande crise mantém a sua posição, mas sobe num pilar muito importante, a Inovação», sublinhou Carlos Zorrinho, coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, em declarações à agência Lusa.
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Inovação
Prestação da casa já caiu 360 euros por mês em apenas um ano
As famílias e empresas com empréstimos indexados às taxas Euribor continuam sentir o efeito benéfico da queda abrupta destas taxas de mercado. Um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses, e com umspread (margem do banco) de 0,7 por cento, com revisão a acontecer em Outubro, vai passar pagar uma prestação de 535,06 euros. Há um ano, o mesmo empréstimo pagava 898,65 euros, ou seja, mais 363,59 euros mensais.
O "milagre" que as famílias vêm sentindo à mediada que os contratos de empréstimo são revistos - ao trimestre, ao semestre ou a um ano - é explicado pela queda das taxas Euribor, que no espaço de um ano já caíram 80 por cento. A média mensal da Euribor a seis meses, a mais utilizada no crédito à habitação em Portugal, caiu de 5,219 por cento em Setembro de 2008, para 1,039 no mês que ontem terminou.
Desde que a Euribor foi criada, em Janeiro de 1999, nunca estas taxas estiveram tão baixas, o que significa que os encargos com juros também estão em mínimos históricos. Os empréstimos recentes beneficiam da descida das taxas, mas são agravados com spreads mais levados, praticados pela generalidade dos bancos.
A Euribor a seis meses está praticamente encosta a um por cento, que é a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), ou seja, a taxa que serve de base aos empréstimos concedidos aos bancos da zona euro.
A queda da Euribor é generalizada aos restantes prazos. A Euribor a três meses, que há muito quebrou a barreira de um por cento, fechou Setembro com uma média de 0,768 por cento. A média desta taxa estava em 5,019 por cento em Setembro do ano passado.
A Euribor a 12 meses, um prazo menos utilizado em Portugal, ao contrário de Espanha, fechou Setembro com uma média de 1,257 por cento.
Apesar da forte queda das taxas Euribor - fixadas diariamente a partir das operações de empréstimo que um conjunto alargado de bancos está disponível para fazer entre si -, a redução das prestações dos empréstimos começa a ser menor. Isto porque a prestação mensal corresponde a uma parte de juros, a maior fatia, e a outra de amortização de capital, que é menor, mas que não sofre alterações em função da variação dos juros.
Em Abril deste ano, um empréstimo de 150 mil euros, com as características da operação já descrita no início do texto, correspondia a uma prestação de 590,73 euros. Apesar da descida considerável da taxa que serve de base ao empréstimo entre Abril e Setembro - 1,775 por cento para 1,039 por cento -, a redução da prestação é de apenas 55 euros.
As taxas Euribor continuam a evidenciar uma tendência de descida ligeira ou estabilização, o que se poderá manter por mais alguns meses.
Os dados económicos recentes (ver caixa na página ao lado) não dão margem para uma subida das taxas por parte do BCE, o que a acontecer teria reflexos nas Euribor, ou melhor, seria antecipado pelas taxas de mercado.
Apesar de alguma estabilização na economia dos países da zona euro, esta ainda não é suficiente para garantir que se irá verificar uma retoma forte e duradoura da actividade económica. Aliás, ontem, o BCE, revelando a sua preocupação com o estado anémico da economia europeia, anunciou que vai conceder empréstimos no montante de 75,2 mil milhões de euros, a 12 meses, sem spread, ou seja, os bancos vão pagar um juro de um por cento. Isto significa que o BCE está a admitir que o preço do dinheiro não terá uma variação significativa no espaço de 12 meses.
Ao mesmo tempo, os dados da inflação continuam a dar sinais de que não há margem para subir as taxas de juro. Os preços na zona euro caíram 0,3 por cento em Setembro face a igual mês do ano passado, segundo a estimativa divulgada ontem pelo Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia. Este valor representa um ligeiro agravamento da tendência de queda de preços iniciada em Junho na zona, face aos -0,2 por cento registados em Agosto.
Setembro foi assim o quarto mês com inflação anual negativa na zona euro (é assim que o Eurostat designa a variação de preços face ao mesmo período do ano anterior), depois de valores de -0,1 em Junho, -0,7 em Julho e -0,2 em Agosto. Em Maio, a inflação anual já tinha sido de 0,0, o que significa que o nível médio de preços foi o mesmo de Maio de 2008.
O "milagre" que as famílias vêm sentindo à mediada que os contratos de empréstimo são revistos - ao trimestre, ao semestre ou a um ano - é explicado pela queda das taxas Euribor, que no espaço de um ano já caíram 80 por cento. A média mensal da Euribor a seis meses, a mais utilizada no crédito à habitação em Portugal, caiu de 5,219 por cento em Setembro de 2008, para 1,039 no mês que ontem terminou.
Desde que a Euribor foi criada, em Janeiro de 1999, nunca estas taxas estiveram tão baixas, o que significa que os encargos com juros também estão em mínimos históricos. Os empréstimos recentes beneficiam da descida das taxas, mas são agravados com spreads mais levados, praticados pela generalidade dos bancos.
A Euribor a seis meses está praticamente encosta a um por cento, que é a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), ou seja, a taxa que serve de base aos empréstimos concedidos aos bancos da zona euro.
A queda da Euribor é generalizada aos restantes prazos. A Euribor a três meses, que há muito quebrou a barreira de um por cento, fechou Setembro com uma média de 0,768 por cento. A média desta taxa estava em 5,019 por cento em Setembro do ano passado.
A Euribor a 12 meses, um prazo menos utilizado em Portugal, ao contrário de Espanha, fechou Setembro com uma média de 1,257 por cento.
Apesar da forte queda das taxas Euribor - fixadas diariamente a partir das operações de empréstimo que um conjunto alargado de bancos está disponível para fazer entre si -, a redução das prestações dos empréstimos começa a ser menor. Isto porque a prestação mensal corresponde a uma parte de juros, a maior fatia, e a outra de amortização de capital, que é menor, mas que não sofre alterações em função da variação dos juros.
Em Abril deste ano, um empréstimo de 150 mil euros, com as características da operação já descrita no início do texto, correspondia a uma prestação de 590,73 euros. Apesar da descida considerável da taxa que serve de base ao empréstimo entre Abril e Setembro - 1,775 por cento para 1,039 por cento -, a redução da prestação é de apenas 55 euros.
As taxas Euribor continuam a evidenciar uma tendência de descida ligeira ou estabilização, o que se poderá manter por mais alguns meses.
Os dados económicos recentes (ver caixa na página ao lado) não dão margem para uma subida das taxas por parte do BCE, o que a acontecer teria reflexos nas Euribor, ou melhor, seria antecipado pelas taxas de mercado.
Apesar de alguma estabilização na economia dos países da zona euro, esta ainda não é suficiente para garantir que se irá verificar uma retoma forte e duradoura da actividade económica. Aliás, ontem, o BCE, revelando a sua preocupação com o estado anémico da economia europeia, anunciou que vai conceder empréstimos no montante de 75,2 mil milhões de euros, a 12 meses, sem spread, ou seja, os bancos vão pagar um juro de um por cento. Isto significa que o BCE está a admitir que o preço do dinheiro não terá uma variação significativa no espaço de 12 meses.
Ao mesmo tempo, os dados da inflação continuam a dar sinais de que não há margem para subir as taxas de juro. Os preços na zona euro caíram 0,3 por cento em Setembro face a igual mês do ano passado, segundo a estimativa divulgada ontem pelo Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia. Este valor representa um ligeiro agravamento da tendência de queda de preços iniciada em Junho na zona, face aos -0,2 por cento registados em Agosto.
Setembro foi assim o quarto mês com inflação anual negativa na zona euro (é assim que o Eurostat designa a variação de preços face ao mesmo período do ano anterior), depois de valores de -0,1 em Junho, -0,7 em Julho e -0,2 em Agosto. Em Maio, a inflação anual já tinha sido de 0,0, o que significa que o nível médio de preços foi o mesmo de Maio de 2008.
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Economia
Petróleo desce com possível subida dos juros nos EUA
Os preços do crude estão a reduzir os ganhos registados durante a semana, uma vez que o dólar está em alta após o presidente da Reserva Federal norte-americana ter admitido a subida dos juros.
Às 7h31, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,59 dólares para 69,18 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) recuava 0,56 dólares para 71,13 dólares em Nova Iorque.
Os especialistas explicam a descida de hoje do petróleo, que reduz a subida dos preços nesta semana para apenas 1,63%, com o facto de ontem à noite o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, ter admitido que os juros poderão voltar a subir nos EUA assim que a economia tiver “recuperado o suficiente”, o que está a fazer subir o dólar nos mercados cambiais.
“As declarações de Bernanke tiveram um pequeno impacto no mercado imediato. Elas mostram que a política monetária ainda não está decidida. A tendência actual do dólar vai continuar”, disse Ken Hasegawa, gestor de vendas da corretora Newedge, citado pela Bloomberg.
Às 7h31, o barril de ‘brent’ (petróleo de referência para as importações portuguesas) para entrega em Novembro descia 0,59 dólares para 69,18 dólares em Londres, enquanto que à mesma hora o contrato de Novembro do West Texas Intermediate (petróleo de referência nos Estados Unidos) recuava 0,56 dólares para 71,13 dólares em Nova Iorque.
Os especialistas explicam a descida de hoje do petróleo, que reduz a subida dos preços nesta semana para apenas 1,63%, com o facto de ontem à noite o presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, ter admitido que os juros poderão voltar a subir nos EUA assim que a economia tiver “recuperado o suficiente”, o que está a fazer subir o dólar nos mercados cambiais.
“As declarações de Bernanke tiveram um pequeno impacto no mercado imediato. Elas mostram que a política monetária ainda não está decidida. A tendência actual do dólar vai continuar”, disse Ken Hasegawa, gestor de vendas da corretora Newedge, citado pela Bloomberg.
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Economia
Bolsa de permutas Remax realizou 600 “trocas de casas” desde Março
Iniciativa da rede de ‘franchising’ de mediação foi lançada em Março e tem agora cinco mil imóveis em carteira. Vários tipos de clientes estão a aderir, entre eles os construtores e promotores.
Criticada por uns e aplaudida por outros, a iniciativa intitulada ‘bolsa de permutas Remax' está a ter boa receptividade. "Já foram concretizadas mais de seis centenas de permutas e o número de imóveis da bolsa é agora de cerca de 5 mil", salientou ao Diário Económico Manuel Alvarez, presidente executivo da Remax.
A iniciativa foi lançada no início de Março com mil imóveis e, neste momento, segundo o responsável da rede franchisada de mediação, já quadruplicou o número de imóveis inscritos para permuta.
Criticada por uns e aplaudida por outros, a iniciativa intitulada ‘bolsa de permutas Remax' está a ter boa receptividade. "Já foram concretizadas mais de seis centenas de permutas e o número de imóveis da bolsa é agora de cerca de 5 mil", salientou ao Diário Económico Manuel Alvarez, presidente executivo da Remax.
A iniciativa foi lançada no início de Março com mil imóveis e, neste momento, segundo o responsável da rede franchisada de mediação, já quadruplicou o número de imóveis inscritos para permuta.
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Mediação Imobiliária
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