O banco norte-americano Wells Fargo revelou hoje ter registado o melhor resultado de sempre no terceiro trimestre, enquanto o Morgan Stanley regressou aos lucros.
O Wells Fargo anunciou ter praticamente duplicado o seu lucro em termos homólogos no terceiro trimestre para 3,24 mil milhões de dólares, enquanto o Morgan Stanley obteve um resultado de 498 milhões de dólares, acima do esperado pelos analistas.
Segundo o CEO do Wells Fargo, John Stumpf, a melhoria das contas da instituição ficou a dever-se ao facto dos custos com a aquisição do banco Wachovia estarem a ser “significativamente inferiores” ao estimado.
Já o custo dos créditos que foram amortizados por ser impossível cobrar as dívidas aumentou em 17% face ao segundo trimestre para 5,1 mil milhões de dólares, notou o banco.
Receitas de renda fixa puxam pelo lucro do Morgan Stanley
No Morgan Stanley, a melhoria do resultado ficou a dever-se ao aumento das receitas de renda fixa e às receitas de ‘trading’, bem como às receitas de subscrições obtidas na sua unidade de banca de investimento. O resultado foi ainda beneficiado pelos ganhos contabilísticos resultantes do declínio de certas imparidades no portfólio do banco.
Para o administrador financeiro do Morgan Stanley, Colm Kelleher, o regresso da instituição ao lucro não representa um “alívio”, mas sim “uma afirmação de força”.
Fonte: Economico
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Microsoft tenta arrasar rivais com o Windows7
A nova versão do Windows, disponível já a partir de amanhã vem rivalizar com a Google e a Apple. Windows7 é a grande esperança de Bill Gates.
O lançamento de uma nova versão do Windows, o principal produto da maior empresa de software do mundo, é sempre um acontecimento marcante neste sector. Na passada quinta-feira foi apresentado o Windows 7, considerado o mais importante de todos.
Esta nova versão surge numa altura em que a Microsoft procura reformular alguns dos seus produtos, como o browser da Internet, o software de telemóveis e o motor de busca da Internet, no sentido de recuperar o terreno perdido para os rivais Google e Apple.
Neste momento, o grupo de Bill Gates enfrenta o que seria impensável há algum tempo atrás: concorrência ao sistema operativo para PC, face à promessa da Google de lançar em meados de 2010 o seu próprio software para ‘notebooks', a única área da industria informática que prosperou durante a recessão. "Se funcionar, e nós acreditamos que vai funcionar, é uma forma muito distinta de fazer informática de secretária", referiu na semana passada Eric Schmidt, director executivo do Google. No seguimento do fracasso do Windows Vista, é crucial para a Microsoft que o Windows 7 tenha sucesso.
O director executivo da Microsoft, Steve Ballmer, recusa aceitar que a empresa tenha ficado para trás na inovação, embora outros executivos considerem que o seu software móvel e browser precisem de reformulação. "As estrelas poderão estar alinhadas em termos de quando é que está tudo disponível, mas não estou de forma alguma arrependido", acrescenta. "Temos estado a fazer um óptimo trabalho nos últimos anos".
Apesar do sector tecnológico procurar outros mundos para além do PC, há mais de uma década, o computador pessoal continua a ser um dos motores do sector.
No caso da Microsoft, o sistema operativo para PC representa 42% dos seus ganhos, não obstante ter passado de um terço das suas receitas para um quarto desde 2002. Uma grande fatia da indústria tecnológica, desde os fabricantes de hardware aos produtores de software, contam com o Windows 7 para recuperar as perdas do ano passado.
Se o burburinho anterior ao seu lançamento fosse o decisor, a Microsoft teria ganho esta batalha. O software tem sido alvo de críticas favoráveis, embora os seus efeitos mais abrangentes sejam difíceis de julgar. "Será que vai ajudar a galvanizar o ecossistema [PC] no seu todo? É pouco provável", refere Steve Ballmer.
Os clientes empresariais, que representam a fatia de leão da venda de PCs, suspenderam os ‘upgrades' no decurso da recessão. Tendo em conta que muitas empresas apenas mudam de sistema operativo, quando adquirem ou alugam novo hardware, isso poderá abrandar a mudança para o Windows 7. "Não é uma prioridade de topo - as pessoas não estão desejosas de adquirir novos PCs", salienta David Smith, um analista da Gartner, a empresa de pesquisa no sector tecnológico.
Aliás, o facto de relativamente poucas empresas terem substituído o Windows XP pelo Vista é uma razão porque muitas empresas irão provavelmente passar directamente para o Windows 7, mesmo que não seja no imediato.
Os directores informáticos empresariais, como Mario Leone, da Ingram Miero, uma empresa com 13.000 funcionários, referem que o velho XP está a chegar ao fim do seu ciclo de vida. "Amortizámos este sistema operativo até ao máximo que era possível". Além disso, acrescenta que o lançamento de novas versões de outros softwares da Microsoft, como o Office e as ferramentas de colaboração Sharepoint, é uma boa razão para mudar para um novo sistema operativo que as possa suportar.
Os executivos do sector dos PCs argumentam que existe uma resposta positiva por parte dos clientes. "Fui apanhado de surpresa com a rapidez com que mostraram interesse", afirma Kevin Hanes, responsável pelo negócio de consultoria da Dell.
A razão mais convincente, acrescenta, é que a Microsoft vai acabar brevemente com o serviço de apoio ao Windows XP. À imagem de outros, refere, isso vai deixar pouca margem de manobra às grandes empresas que não seja actualizar o sistema operativo nos próximos anos.
A mudança nos próximos tempos para o Windows 7 não garante um aumento súbito na venda de novos PCs. "O plano de migração estará interligado com o seu ciclo normal de substituição de PCs", diz Phil McKinney, director tecnológico no grupo da Hewlett-Packard, sugerindo que os efeitos vão se fazer sentir ao longo de vários anos.
A procura dos consumidores pode representar uma recuperação mais imediata na venda de PCs, embora relativamente menos intensa, através dos novos ecrãs táctil - um dos aspectos principais que o sector espera que venha a captar o interesse dos compradores.
Fonte: Economico
O lançamento de uma nova versão do Windows, o principal produto da maior empresa de software do mundo, é sempre um acontecimento marcante neste sector. Na passada quinta-feira foi apresentado o Windows 7, considerado o mais importante de todos.
Esta nova versão surge numa altura em que a Microsoft procura reformular alguns dos seus produtos, como o browser da Internet, o software de telemóveis e o motor de busca da Internet, no sentido de recuperar o terreno perdido para os rivais Google e Apple.
Neste momento, o grupo de Bill Gates enfrenta o que seria impensável há algum tempo atrás: concorrência ao sistema operativo para PC, face à promessa da Google de lançar em meados de 2010 o seu próprio software para ‘notebooks', a única área da industria informática que prosperou durante a recessão. "Se funcionar, e nós acreditamos que vai funcionar, é uma forma muito distinta de fazer informática de secretária", referiu na semana passada Eric Schmidt, director executivo do Google. No seguimento do fracasso do Windows Vista, é crucial para a Microsoft que o Windows 7 tenha sucesso.
O director executivo da Microsoft, Steve Ballmer, recusa aceitar que a empresa tenha ficado para trás na inovação, embora outros executivos considerem que o seu software móvel e browser precisem de reformulação. "As estrelas poderão estar alinhadas em termos de quando é que está tudo disponível, mas não estou de forma alguma arrependido", acrescenta. "Temos estado a fazer um óptimo trabalho nos últimos anos".
Apesar do sector tecnológico procurar outros mundos para além do PC, há mais de uma década, o computador pessoal continua a ser um dos motores do sector.
No caso da Microsoft, o sistema operativo para PC representa 42% dos seus ganhos, não obstante ter passado de um terço das suas receitas para um quarto desde 2002. Uma grande fatia da indústria tecnológica, desde os fabricantes de hardware aos produtores de software, contam com o Windows 7 para recuperar as perdas do ano passado.
Se o burburinho anterior ao seu lançamento fosse o decisor, a Microsoft teria ganho esta batalha. O software tem sido alvo de críticas favoráveis, embora os seus efeitos mais abrangentes sejam difíceis de julgar. "Será que vai ajudar a galvanizar o ecossistema [PC] no seu todo? É pouco provável", refere Steve Ballmer.
Os clientes empresariais, que representam a fatia de leão da venda de PCs, suspenderam os ‘upgrades' no decurso da recessão. Tendo em conta que muitas empresas apenas mudam de sistema operativo, quando adquirem ou alugam novo hardware, isso poderá abrandar a mudança para o Windows 7. "Não é uma prioridade de topo - as pessoas não estão desejosas de adquirir novos PCs", salienta David Smith, um analista da Gartner, a empresa de pesquisa no sector tecnológico.
Aliás, o facto de relativamente poucas empresas terem substituído o Windows XP pelo Vista é uma razão porque muitas empresas irão provavelmente passar directamente para o Windows 7, mesmo que não seja no imediato.
Os directores informáticos empresariais, como Mario Leone, da Ingram Miero, uma empresa com 13.000 funcionários, referem que o velho XP está a chegar ao fim do seu ciclo de vida. "Amortizámos este sistema operativo até ao máximo que era possível". Além disso, acrescenta que o lançamento de novas versões de outros softwares da Microsoft, como o Office e as ferramentas de colaboração Sharepoint, é uma boa razão para mudar para um novo sistema operativo que as possa suportar.
Os executivos do sector dos PCs argumentam que existe uma resposta positiva por parte dos clientes. "Fui apanhado de surpresa com a rapidez com que mostraram interesse", afirma Kevin Hanes, responsável pelo negócio de consultoria da Dell.
A razão mais convincente, acrescenta, é que a Microsoft vai acabar brevemente com o serviço de apoio ao Windows XP. À imagem de outros, refere, isso vai deixar pouca margem de manobra às grandes empresas que não seja actualizar o sistema operativo nos próximos anos.
A mudança nos próximos tempos para o Windows 7 não garante um aumento súbito na venda de novos PCs. "O plano de migração estará interligado com o seu ciclo normal de substituição de PCs", diz Phil McKinney, director tecnológico no grupo da Hewlett-Packard, sugerindo que os efeitos vão se fazer sentir ao longo de vários anos.
A procura dos consumidores pode representar uma recuperação mais imediata na venda de PCs, embora relativamente menos intensa, através dos novos ecrãs táctil - um dos aspectos principais que o sector espera que venha a captar o interesse dos compradores.
Fonte: Economico
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Tecnologia
Euro supera 1,50 dólares
O euro ultrapassou hoje os 1,50 dólares, o que acontece pela primeira vez desde Agosto do ano passado.
Às 14h45, a moeda única chegou aos 1,5003 dólares, a cotação mais elevada desde meados de Agosto de 2008, num momento em que os investidores estão mais optimistas face à recuperação económica global, o que potencia a procura por activos de maior risco, como o euro.
Entretanto, a libra seguia em máximos de cinco semanas, impulsionada por declarações do governador do Banco de Inglaterra.
Mervyn King afirmou, num artigo de opinião num jornal, que "seria sensato" ter em consideração uma perspectiva de taxas de juro mais elevadas.
Fonte: Economico
Às 14h45, a moeda única chegou aos 1,5003 dólares, a cotação mais elevada desde meados de Agosto de 2008, num momento em que os investidores estão mais optimistas face à recuperação económica global, o que potencia a procura por activos de maior risco, como o euro.
Entretanto, a libra seguia em máximos de cinco semanas, impulsionada por declarações do governador do Banco de Inglaterra.
Mervyn King afirmou, num artigo de opinião num jornal, que "seria sensato" ter em consideração uma perspectiva de taxas de juro mais elevadas.
Fonte: Economico
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Economia
Libra dispara com possível subida dos juros no Reino Unido
A libra esterlina encontra-se em alta face ao euro e ao dólar, depois do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter começado a preparar os britânicos para uma subida dos juros no país.
Às 11h54, o euro valia 0,9014 libras, menos 1,18% face ao fecho de terça-feira. Já em relação ao dólar norte-americano, a divisa britânica também se encontrava em alta, estando a subir 1,19% para 1,6578 dólares.
O câmbio euro/dólar permanecia inalterado, com a moeda única a continuar a valer 1,4944 dólares, o mesmo valor do fecho de ontem.
Os analistas explicam que na origem dos ganhos da libra esterlina está o facto do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter hoje escrito no jornal escocês “Herald” que "será sábio ter em conta" a perspectiva de uma subida dos juros.
"Esta é a altura em que o mercado fica excitado sobre as moedas, quando os bancos centrais começam a preparar os investidores para esperarem juros mais elevados", comentou à Bloomberg Steven Barrow, investigador chefe do Standard Bank.
Já Neil Jones, director das vendas de fundos do Mizhuo Corporate Bank em Londres, escreveu em nota de análise que "King está a mudar de direcção, e com ele a libra", representando as declarações do Governador "uma mudança sísmica no pensamento do Banco de Inglaterra".
Actualmente, os juros do Banco de Inglaterra encontram-se nos 0,50%, o valor mais baixo desde que esta instituição foi fundada, em 1694.
Fonte: Economico
Às 11h54, o euro valia 0,9014 libras, menos 1,18% face ao fecho de terça-feira. Já em relação ao dólar norte-americano, a divisa britânica também se encontrava em alta, estando a subir 1,19% para 1,6578 dólares.
O câmbio euro/dólar permanecia inalterado, com a moeda única a continuar a valer 1,4944 dólares, o mesmo valor do fecho de ontem.
Os analistas explicam que na origem dos ganhos da libra esterlina está o facto do Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter hoje escrito no jornal escocês “Herald” que "será sábio ter em conta" a perspectiva de uma subida dos juros.
"Esta é a altura em que o mercado fica excitado sobre as moedas, quando os bancos centrais começam a preparar os investidores para esperarem juros mais elevados", comentou à Bloomberg Steven Barrow, investigador chefe do Standard Bank.
Já Neil Jones, director das vendas de fundos do Mizhuo Corporate Bank em Londres, escreveu em nota de análise que "King está a mudar de direcção, e com ele a libra", representando as declarações do Governador "uma mudança sísmica no pensamento do Banco de Inglaterra".
Actualmente, os juros do Banco de Inglaterra encontram-se nos 0,50%, o valor mais baixo desde que esta instituição foi fundada, em 1694.
Fonte: Economico
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Economia
Petróleo nos 80 dólares é "demasiado"
O ministro do Petróleo da Nigéria afirmou hoje que o petróleo a 80 dólares está "um pouco acima" do que os fundamentais do mercado merecem, e adiantou que cerca de 10% do preço é especulação.
Rilwanu Lukman falava hoje aos jornalistas em Londres, citado pela Bloomberg, num dia em que os preços do petróleo estão em queda, depois de terem ontem ultrapassado os 80 dólares em Nova Iorque, a beneficiar da desvalorização do dólar.
Hoje as cotações do crude estão a ser penalizadas pela notícia de que os inventários de petróleo norte-americanos aumentaram em 3,85 milhões de barris na semana passada para 343 milhões, de acordo com o Insituto Americano do Petróleo.
Os dados do Departamento de Energia norte-americano serão conhecidos hoje e os analistas apontam para que as reservas tenham crescido em 1,5 milhões de barris na última semana.
O preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, recuava 0,93% para 76,52 dólares em Londres, enquanto em Nova Iorque, o crude cedia 1,18% para 78,16 dólares.
Fonte: Economico
Rilwanu Lukman falava hoje aos jornalistas em Londres, citado pela Bloomberg, num dia em que os preços do petróleo estão em queda, depois de terem ontem ultrapassado os 80 dólares em Nova Iorque, a beneficiar da desvalorização do dólar.
Hoje as cotações do crude estão a ser penalizadas pela notícia de que os inventários de petróleo norte-americanos aumentaram em 3,85 milhões de barris na semana passada para 343 milhões, de acordo com o Insituto Americano do Petróleo.
Os dados do Departamento de Energia norte-americano serão conhecidos hoje e os analistas apontam para que as reservas tenham crescido em 1,5 milhões de barris na última semana.
O preço do barril de 'brent', a referência para as importações portuguesas, recuava 0,93% para 76,52 dólares em Londres, enquanto em Nova Iorque, o crude cedia 1,18% para 78,16 dólares.
Fonte: Economico
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